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“Debates” eleitorais: jogo de cartas marcadas e invisibilidade

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Os debates eleitorais nas TVs e na mídia em geral são uma espécie de “jogo de cartas marcadas” que a legislação eleitoral e os próprios meios de comunicação impõem. Apenas os candidatos cujos partidos possuem representantes na Câmara Federal têm de ser convidados para os debates. Os outros podem ser convidados, mas quase nunca o são. É por este motivo que vemos apenas Dilma, Serra, Marina e Plínio nos debates, embora existam outros  candidatos a presidente (Eymael, Levy Fidelix,  Zé Maria, etc.) na disputa eleitoral, os quais ficam quase completamente “invisíveis”. O eleitorado pouco sabe deles,  obtêm baixos índices nas pesquisas e nas votações. Além disso, a legislação eleitoral estabelece distribuição desigual de recursos dos fundos partidários e de tempo de exposição na propaganda na TV e no rádio.

Artigo do site Infonet sobre o assunto:

22/09/2010 – 00:54

Os debates eleitorais na TV

Maurício Gentil

Após o fim da ditadura militar e a retomada do processo democrático, com a promulgação da Constituição de 1988, as eleições periódicas em todo o país voltaram a ser uma constante.

Com efeito, após a promulgação da Carta Magna, ocorreram 12 (doze) eleições – entre nacionais, estaduais e municipais[1] – além de um plebiscito (para deliberação popular sobre a forma de governo, republicana ou monárquica, e sistema de governo, presidencialista ou parlamentarista) e um referendo (para deliberação popular sobre a proibição – ou não – de comércio de armas de fogo e munição).[2]

Um dos aspectos mais interessantes de todas essas eleições é exatamente a realização de debates entre os candidatos, transmitidos ao vivo pelas emissoras de televisão. Excelente oportunidade para o confronto democrático de concepções, propostas, trajetórias, biografias, na perspectiva do melhor esclarecimento do eleitor, com vistas ao seu voto soberano consciente e melhor qualificado.

Anos e anos de ditadura militar e de negativa ao povo do seu direito soberano de eleger seus governantes geraram uma demanda reprimida que explodiu após 1988. A participação popular nas primeiras eleições pós-88 foi bastante significativa, e os debates eleitorais realizados por emissoras de televisão foram reflexo desse fenômeno.

Com efeito, entraram para a história os diversos debates realizados por várias emissoras durante o primeiro turno da eleição presidencial de 1989. Brizola, Covas, Lula, Paulo Maluf, Afif Domingos, Aureliano Chaves, Ulysses Guimarães (Collor, então primeiro colocado nas pesquisas, corria dos debates). No segundo turno, dois debates entre Collor e Lula, organizado conjuntamente pelas quatro maiores emissoras de TV da época (Globo, SBT, Manchete e Bandeirantes). Desde então, os debates na TV, durante as campanhas eleitorais, tornaram-se elementos essenciais à própria rotina política nacional.

A matéria adquiriu tanta importância que a legislação passou a regulamentar a realização de debates eleitorais. Atualmente, é a Lei n° 9.504/97 – que “estabelece normas para eleições” – que traz a disciplina jurídica do assunto. Faculta às emissoras de rádio e televisão a realização de debates sobre as eleições majoritárias ou proporcionais, garantindo a participação de candidatos dos partidos políticos com representação na Câmara dos Deputados e apenas facultando a participação dos demais (Art. 46).

É por conta desse critério que, nas atuais eleições presidenciais, os debates têm contado apenas com a presença de quatro candidatos (Dilma, Serra, Marina e Plínio), cujos partidos (PT, PSDB, PV e PSoL) possuem representantes na Câmara dos Deputados. Também por esse critério o debate realizado pela TV Atalaia entre os candidatos a Governador do Estado contou apenas com a participação de Déda, João Alves e Professora Avilete, únicos candidatos cujos partidos (PT, DEM e PSoL) possuem representantes na Câmara dos Deputados (embora a TV Atalaia pudesse, como fez a TV Cidade, convidar os demais candidatos, a lei não a obriga a fazê-lo).

Esse critério é questionável, por várias razões. Em primeiro lugar, impõe aos candidatos um tratamento desigual. Os candidatos que participam dos debates têm maior projeção na mídia, têm um espaço privilegiado de contato com o eleitor e difusão de suas ideias. Candidatos de partidos que não possuem deputados federais perdem essa excelente oportunidade. Há quem sustente que a legislação não poderia respaldar a participação em debates de candidatos não-representativos, pois são candidatos de “partidos nanicos”, que não possuem representatividade alguma. Mais ainda: que assegurar a participação de todos os candidatos inviabilizaria a própria realização dos debates, porque as emissoras de TV não teriam interesse em sua realização quando obrigadas a convidar mais de quatro candidatos, eis que haveria uma quantidade excessiva de candidatos, muitos dos quais seriam “inexpressivos”.

Ora, a República tem como um de seus fundamentos o “pluralismo político” (Art. 1°, inciso V da Constituição). O “pluripartidarismo” é critério a ser necessariamente observado no contexto da liberdade de organização partidária (Art. 17). De que adianta então a Constituição assegurar a criação e o funcionamento de tantos partidos quantos sejam livremente criados por setores da sociedade para a representação e defesa de determinadas concepções políticas se, na ora de disputar a representatividade eleitoral em mandatos, essa liberdade não se materializa em igualdade de oportunidades?

Se os partidos políticos legalmente criados e registrados não possuem deputados federais, terão mais dificuldade de tê-los quanto menos espaços e oportunidades tenham de acesso à mídia e ao eleitor. Grandes partidos brasileiros da atualidade começaram “nanicos” e cresceram na preferência do eleitorado também a partir da maior exposição, maior contato com o eleitor e propagação de suas plataformas por via da comunicação social.

A igualdade-proporcionalidade já se reflete na distribuição legal do tempo de televisão e rádio na propaganda partidária e na propaganda eleitoral, bem como no acesso aos recursos financeiros do fundo partidário. No horário eleitoral gratuito, quanto mais deputados federais, mais tempo possui o partido político. Já não é suficiente? É preciso que essa proporcionalidade se estenda também aos debates eleitorais, facilitando a concentração de projeção política em poucos partidos?

Penso que não. Penso que isso restringe a possibilidade de que novos partidos políticos possam vir a crescer e, com esse crescimento, otimizar o pluralismo político que a Constituição exige, como medida de abertura do debate democrático para concepções mais diversificadas. E que, no fim da contas, seja o eleitor – o verdadeiro soberano – a dizer quais partidos devem ter maior ou menor representação política, mas a partir do voto, e não por tutela legal do Estado, cuja disciplina tem favorecido um círculo vicioso de manutenção dos mesmos.

[1] Eleições municipais em 1988, presidenciais em 1989, estaduais em 1990, e novas eleições municipais em 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008 e novas eleições estaduais e nacionais em 1994, 1998, 2002 e 2006.
[2] O plebiscito ocorreu em abril de 2003 e o referendo em outubro de 2005.

Maurício Gentil é advogado militante no ramo do direito público, membro do Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil e Presidente da Comissão de Estudos Constitucionais da mesma entidade. É mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Ceará e professor universitário. Atualmente lecionando a matéria Direito Constitucional na Universidade Tiradentes (graduação e pós-graduação).

Fonte: http://www.infonet.com.br/mauriciomonteiro/ler.asp?id=103964

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Manifestação contra o totalitarismo petista. SP, 7/9/2010

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Será realizada em São Paulo, capital, no próximo dia 7 de setembro, uma manifestação contra os projetos totalitários encabeçados pelo PT, a candidatura de Dilma Rousseff, PNDH-3 e questões relacionadas.

Mensagem publicada no blog ViVerdeNovo:

DIA DA PÁTRIA EM SÃO PAULO

DIVIRTA-SE PASSEANDO NO FERIADO DE 7 DE SETEMBRO

PRIMEIRA PASSEATA.

MOVIMENTAÇÃO ANTI-PT
Movimento em São Paulo
Local: Avenida Paulista x Brigadeiro Luís Antônio
Horário: 14 horas
dia 7 de setembro

SEGUNDA PASSEATA.

Grande mobilização às 15 horas no Parque da Independência.
Será um ato pela Vida, pela Independência e Soberania do Brasil, contra o Aborto, contra Dilma Rousseff, contra o Comunismo, contra a Corrupção e contra a associação do governo petista ao Crime Organizado Internacional.
Diversos grupos estarão reunidos lá.
Local: Parque da Independência*, s/n – Zona Sul (próx. Museu do Ipiranga) – São Paulo – SP.
Dia: 07/09/2010
Horário: 15:00hs
*Concentração no Monumento à Independência.

Pessoal que vai à passeata, lembre de levar faixas e cartazes.
CONTRA GUERRILHAS E GUERRILHEIRAS
CONTRA CORRUPÇÃO E MENSALÃO
CONTRA O ESTADO QUE ROUBA A NAÇÃO.
CONTRA A FRAUDE NAS URNAS.
CONTRA OS FICHA SUJA
CONTRA A CENSURA
CONTRA O PNHD3
CONTRA AS DROGAS

COMPAREÇAM TODOS OS INTERESSADOS.

Só não vai ter sanduíche nem tubaina.

Fonte: http://montenegroviverdenovo.blogspot.com/2010/09/dia-da-patria-em-sao-paulo.html 

Mapa disponibilizado por Renato Fel, do Blog da galera – por um Brasil melhor (clique na figura para ampliar):

 Atualização:

Mais informações:

Do site Dilma Rousseff – porque NÃO votar:

No dia da Pátria, SALVE O BRASIL!

Movimento pela integridade e integração Nacional

Pela Independência Nacional, em defesa da vida e da família, pela soberania e pela restauração da ética. Contra a corrupção, a associação do estado ao crime, contra o comunismo e seu representante de maior risco: Dilma Rousseff.

 

7 de Setembro, às 15 horas
Margens do Ipiranga (Parque da Independência, São Paulo)
Compareça com sua família e seus amigos.

Como chegar

A concentração será na escadaria do Monumento à Independência (15h). Procure chegar com antecedência.
 
 
Automóvel:
Quem estiver de automóvel pode chegar facilmente ao local. Aos amigos que estiverem na Marginal Tietê ou Anhembi, sugiro um trajeto bastante simples:
– Na pista local da Marginal Tietê, sentido Rod. Ayrton Senna, após a ponte das Bandeiras, há uma entrada a direita para a Av. Cruzeiro do Sul (deve-se acessar antes da Ponte Cruzeiro do Sul) – no local há uma obra de um novo viaduto e a entrada está um pouco escondida, mas, suficientemente sinalizada;
– Seguir pela Avenida Cruzeiro do Sul, sentido Sul (Centro);
– Ao final, pegar a Avenida do Estado a esquerda e seguir por ela até a Avenida D. Pedro I (junto ao Senai, Carrefour e Comando da Aeronáutica);

– A Avenida D. Pedro I termina à frente do Monumento. Existem opções de estacionamento no entorno. 

Transporte Público:
 
Ônibus:
Para quem estiver no Anhembi ou Metrô Tietê, a melhor opção é um ônibus direto:
Na Avenida Cruzeiro do Sul, altura do 1877, pegar a linha com destino Terminal Sacomã (571T-10).
Descer no começo da Rua Leais Paulistanos onde é a entrada do Parque mais próxima ao Monumento.
Outra opção de ônibus, para quem estiver no Centro de SP:
Na Praça do Correio, o ônibus Terminal Sacomã (5107-10) faz o mesmo trajeto e basta parar na Rua Leais Paulistanos.
 
Metrô:
– As estações de Metrô [da linha Verde] Imigrantes, Alto do Ipiranga e Sacomã estão há cerca 25 minutos de caminhada até o Parque da Independência. Sendo a Imigrantes com o menor trajeto e em terreno plano: neste caso, basta seguir pela Av. Dr. Ricardo Jafet sentido Norte (Centro) que acaba no Parque ao lado do Monumento.
 
Trem:
– A estação de trem Ipiranga (linha Rio Grande da Serra) fica há 20 minutos do Parque. Basta seguir a oeste cruzando a Av. do Estado, seguir pela rua dos Patriotas, entrar à direita na rua do Manifesto e depois à esquerda na rua dos Sorocabanos e ao final está o Parque.

 

Fonte: http://dilma.rousseff.net.br/?cont=353&vis=  – Dilma Rousseff – porque NÃO votar 

Info relacionada: Independência ou Morte: Convocação para o 7 de Setembro 

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