+ Liberdade de Expressão

Posts Tagged ‘eleição

José Serra a serviço do lobby gay

with 2 comments

 

As ações de José Serra como governador de São Paulo e ministro de Fernando Henrique Cardoso demonstram que ele e o PSDB se dedicam a servir ao lobby gay, assim como políticos do PT e outros partidos. 

Ao longo dos anos, o tucano tem se empenhado em agradar a militância gay com verbas públicas e políticas especiais, favorecendo o processo de reengenharia social que esse grupo realiza com o objetivo de moldar a sociedade de acordo com seus interesses e vontades.

 

O compromisso de José Serra com o gayzismo 

 Sep 30, ’10 12:53 AM

O compromisso de José Serra com o gayzismo

  

José Serra (PSDB) foi obediente ao lobby abortista, enquanto ministro da “Saúde” de FHC, assinando normas técnicas que incentivavam a realização de abortos no Brasil, como já demonstrado aqui

De forma semelhante, o tucano se mostrou totalmente submisso às exigências da militância gay durante seu governo em São Paulo.

Além de dar dinheiro público para paradas de “orgulho gay” e criar decretos e órgãos de promoção da “diversidade sexual”, o governador tucano, que agora é candidato à presidência da República, inaugurou clínicas de atendimento exclusivo e privilegiado a homossexuais e uma escola de ativismo gay infanto-juvenil em Campinas. Esta última foi criada por meio de uma parceria entre o governo estadual, uma ONG gay e o Ministério da “Cultura” do governo federal petista, e tem até curso de “formação de drag queens” (travestis) para adolescentes e crianças.  

Abaixo, algumas matérias sobre a escolinha, clínicas e outra políticas gayzistas de Serra:  

  

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Serra inaugura em São Paulo clínica dirigida a homossexuais 

 

 

serra_fuzil Serra em outro evento

Deu no Jornal de Brasília (comento ao final):

São Paulo, 9 jun (EFE).- Foi inaugurada hoje em São Paulo a primeira clínica pública para atendimento exclusivo de homossexuais, travestis e transexuais, em uma experiência inédita no Brasil.

O centro de atendimento médico, inaugurado pelo governador do estado, José Serra, terá profissionais nas áreas de medicina, enfermaria, psicologia, nutrição e dietética e fisioterapia especializados no atendimento a gays.

“Recebemos este hospital com muita felicidade. É um pontapé inicial para que outras cidades façam o mesmo”, afirmou Alexandre Santos, presidente da Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis e Transexuais.

Ele afirmou que a diferença desta clínica começa na recepção: “Em outros hospitais, alguns funcionários não sabem como lidar com detalhes, como na questão do nome” em casos de transexuais.

“Mas o mais especial será que teremos urologistas e endocrinologistas especializados, por exemplo”, ressaltou.

A inauguração do centro de saúde faz parte das atividades que precedem a 13ª Parada do Orgulho LGBT, que deve atrair cerca de três milhões de pessoas nas ruas de São Paulo, segundo os organizadores.

Durante o desfile, a Secretaria de Saúde distribuirá um milhão de preservativos e fará testes para detectar aids. EFE

Fonte:

Comento:

 Então. Temos aí mais uma prova robusta da segregação que estão levando a efeito no Brasil. Vejam vocês, foi criada uma clínica para atendimento exclusivo de homossexuais, travestis e transexuais, concedendo a eles privilégios especiais em detrimento dos direitos das demais pessoais. Hetero não tem vez. É só homossexual. Se você não for gay, travesti ou transexual, esqueça, pois não será atendido. Vá buscar atendimento em outro lugar. É isso que o governo de São Paulo está fazendo.

  
Se isso não for uma forma de discriminação contra os heterossexuais, então eu não sei dizer o que é. Separar as pessoas por aquilo que eles denominam de “opção sexual” é de um desvario e de uma irresponsabilidade que não tem tamanho. É mais uma evidência de como o movimento gay tem conseguido espaço dentro dos círculos do poder; não bastasse o governo federal, agora também no Estado de São Paulo.
 
Além de ser um ato discriminatório e ofensivo à moral, representa também um enorme desrespeito para com a sociedade de um modo geral, já que a inauguração de uma clínica dessa natureza pressupõe que o governo de São Paulo tem oferecido atendimento de primeira em todas as áreas da saúde. É como se tivesse cumprido o dever de casa; feito a sua obrigação e partisse agora para as obras “acessórias”, “voluptuárias”.  Mas não é o que acontece. Assim como nos demais estados, o atendimento hospitalar é um verdadeiro caos. Pessoas estão morrendo em leitos. Faltam médicos e medicamentos.
 
Portanto, estão fazendo do dinheiro público papel de troca simplesmente para agradar os homossexuais. É o totalitarismo em evidência!

É uma lástima!

Divulgação: www.comoviveremos.com

Publicado: 10 June 2009
Autor: Valmir Nascimento
Categoria: Cosmovisão

Tags: ,

Fonte: http://comoviveremos.com/2009/06/10/serra-inaugura-em-sao-paulo-clinica-dirigida-a-homossexuais

.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

 

Serra inaugura clínica para homossexuais

Foi inaugurada hoje em São Paulo a primeira clínica pública para atendimento exclusivo de homossexuais, travestis e transexuais, em uma experiência inédita no Brasil.
O centro de atendimento médico, inaugurado pelo governador do estado, José Serra, terá profissionais nas áreas de medicina, enfermaria, psicologia, nutrição e dietética e fisioterapia especializados no atendimento a gays.
A inauguração do centro de saúde faz parte das atividades que precedem a 13ª Parada do Orgulho LGBT, que deve atrair cerca de três milhões de pessoas nas ruas de São Paulo, segundo os organizadores.
Durante o desfile, a Secretaria de Saúde distribuirá um milhão de preservativos e fará testes para detectar aids.
  
É para isso que esta sendo desviado o dinheiro publico, as organizações de esquerda estão a pleno vapor em sua doutrinação, criando classes “superiores” e com “super-direitos”, existe ainda quem duvide que o psdb é de fato um partido de esquerda?, pois bem vamos aos fatos:
A bem pouco tempo Serra citou LENIN durante um encontro do psdb, No jantar de 21 anos do PSDB, ele recorreu a Lênin para receitar “paciência e ironia”. “Sabe quais são as virtudes de um bom bolchevique? Paciência e ironia”, citou. “Temos que ter muita paciência e ironia neste ano”, concluiu.

 

(VULTO)

Postado por ESTANDARTE 64 às 13:31

 

Fonte: http://estandarte64.blogspot.com/2009/12/serra-inaugura-clinica-para.html 

.   

  

domingo, 27 de dezembro de 2009

Campinas terá 1ª escola do Brasil voltada para público gay

Rose Mary de Souza
Direto de Campinas
 

A primeira escola voltada para o público gay do Brasil será instalada em Campinas, no interior de São Paulo, e deve entrar em operação em janeiro de 2010. A nova Escola Jovem LGTB (Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais) oferecerá aulas de Expressão Literária, Expressão Cênica e Expressão Artística, além de um curso para formação de drag queens.

A grade curricular engloba tópicos artísticos como dança, música, TV, cinema, teatro e criação de revistas. O objetivo da instituição é fazer circular pelo Estado de São Paulo o material produzido pelos alunos – entre eles, CDs, DVDs, livros, revistas, peças de teatro e espetáculos de drag queens.

A unidade escolar surgiu a partir de um convênio entre a ONG E-Jovem, o governo do Estado de São Paulo e o Ministério da Cultura. Os cursos técnicos são gratuitos e têm duração de três anos.

As inscrições serão abertas em janeiro, ainda sem data prevista. Serão aceitos prioritariamente interessados com idade entre 12 a 18 anos. Outras faixas de idade serão aceitas se houverem vagas. As inscrições também estão abertas ao público heterossexual.

As aulas terão início em março e, a princípio, devem ser criadas três turmas com 20 alunos cada.

De acordo com Deco Ribeiro, diretor da Escola Jovem LGTB, o contrato de convênio, com validade de três anos, foi assinado no último dia 16 de dezembro. Ainda não há um local definitivo para a sua instalação. “Estamos em uma corrida para acertar tudo até o início das atividades”, disse.

Segundo ele, a unidade em Campinas é a primeira do gênero no Brasil e a segunda na América Latina. Nos Estados Unidos existem várias unidades. Ribeiro disse que a intenção também é a de combater a homofobia e colocar em discussão a temática da população gay que, em geral, não é veiculada em currículos de estabelecimentos de ensino tradicional. “Sabemos que muitos alunos deixam de estudar por puro preconceito.” Sendo assim, diz ele, a escola dará um suporte no sentido de auto-aceitação do individuo através de cursos voltados às artes. “Os mais conservadores estão de cabelos em pé, já recebemos muitas mensagens nesse sentido como também muitos incentivos de pessoas querendo lecionar ou serem voluntárias. Acho que vai ser muito bom”, completou.

Os interessados podem entrar em contato com a direção da escola pelo endereço eletrônico escola@e-jovem.com. (*)

(*) Os homossexuais sempre miram nas crianças por algumas razões:

 

  • uma tara erótica por garotinhos inexplicável à luz da razão;
  • necessidade de difundir a cultura homossexual para dar maior amplitude às suas causas;
  • a própria infantilidade do comportamento homossexual por ser um comportamento que visa simplesmente o prazer efêmero e que vincula pessoas unicamente por tal atividade, conforme discutido no meu artigo “Os falsos paradigmas de amizade e felicidade“.
Fato é que desde que o homossexualismo transformou-se em política de Estado, a sociedade brasileira passou a ser assediada pelas ações nefastas do movimento gay. E o pior de tudo é que não há uma oposição política constituída para impedir a auto-destruição do país. Agora temos a escola dos vícios…

 

 
Postado por Roberto Cavalcanti às 11:46

Marcadores: , , ,  

Fonte: http://roberto-cavalcanti.blogspot.com/2009/12/campinas-tera-1-escola-do-brasil.html 

.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Estado de São Paulo terá a primeira escola gay do país – recursos do contribuinte e financiamento do governo estadual e do ministério da cultura (?)

Para aqueles interessados em votar na continuidade do PT ou em José Serra, afinal um curso para formação de drag queens é algo nunca antes na história deste país:
 
“A cidade de Campinas, no interior paulista, terá a primeira escola para jovens gays do país. Com recursos do Ministério da Cultura e do governo do estado, a ONG E-Jovem vai abrir a escola em março, com cursos gratuitos de dança, canto, TV-Web e produção de fanzines. Dezenas de adolescentes homossexuais e heterossexuais já fizeram as inscrições para as aulas, que terão 20 alunos por turma. Na grade curricular do ano que vem, já está previsto um curso para formação de drag queens…” Leia mais

  

Postado por Recruta Zero às 13:05

 

Marcadores: , , , ,

Fonte: http://comunismonuncamais.blogspot.com/2010/01/estado-de-sao-paulo-tera-primeira.html 

.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Campinas cria 1ª escola de gays do Brasil

A primeira escola voltada para o público gay do Brasil será instalada em Campinas, no interior de São Paulo, e deve entrar em operação em janeiro de 2010. A nova Escola Jovem LGTB (Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais) oferecerá aulas de Expressão Literária, Expressão Cênica e Expressão Artística, além de um curso para formação de drag queens.
A grade curricular engloba tópicos artísticos como dança, música, TV, cinema, teatro e criação de revistas. O objetivo da instituição é fazer circular pelo Estado de São Paulo o material produzido pelos alunos – entre eles, CDs, DVDs, livros, revistas, peças de teatro e espetáculos de drag queens.
A unidade escolar surgiu a partir de um convênio entre a ONG E-Jovem, o governo do Estado de São Paulo e o Ministério da Cultura. Os cursos técnicos são gratuitos e têm duração de três anos.
As inscrições serão abertas em janeiro, ainda sem data prevista. Serão aceitOs prioritariamente interessados com idade entre 12 a 18 anos. Outras faixas de idade serão aceitas se houverem vagas. As inscrições também estão abertas ao público heterossexual.

 

Doutrinação clara do movimento de esquerda no Brasil, o que virá depois?

 
Postado por ESTANDARTE 64 às 16:16

Fonte: http://estandarte64.blogspot.com/2009/12/campinas-cria-1-escola-de-gays-do.html 

 

Abaixo, matéria do site de campanha eleitoral “Amigos do Serra”, em que a política do tucano, de total subserviência ao lobby gayzista, tenta ser justificada por meio das falácias politicamente corretas costumeiras e citações de links para sites gays:

 

Serra defende o direito à diversidade

“O Estado não deve se intrometer na vida das pessoas”, afirma José Serra, homem público que respeita a diversidade e sempre defendeu políticas públicas para todos os brasileiros, sem qualquer distinção.

Foi essa a prática de Serra, desde a Secretaria de Planejamento do Governo Franco Montoro. “Nós fundamos o Movimento de Combate à AIDS aqui em São Paulo.”

Serra defende o atendimento por parte do SUS a todos, independentemente da orientação sexual e identidade de gênero. Quando foi ministro da Saúde, de 1998 a 2002, seu premiado programa de combate à AIDS produziu campanhas pioneiras, com capacitação e material específico para proteção da saúde dos homossexuais, profissionais do sexo e travestis.

Pela primeira vez, o governo federal divulgou um comercial de televisão para homossexuais, incentivando o uso de preservativos.

 

 

Em 2004, Serra inovou na prefeitura de São Paulo com uma das iniciativas mais elogiadas pela comunidade Lésbica, Gay, Bissexual, Transexual e Transgêneros (LGBT): a criação da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (Cads).

No governo do Estado, em 2009, levou o projeto a todos os municípios com a Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, ligada à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania.

Sua missão é  defender os direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. E promover e desenvolver programas e atividades que respeitem a orientação sexual e a identidade de gênero dos cidadãos.

Na gestão Serra, o Governo de São Paulo foi além: criou o selo da diversidade, que inclui a questão da diversidade sexual.

Mais três decretos ampliaram os direitos desse público no Estado:

1) O 55.587/10 institui o Conselho Estadual dos Direitos da População de Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, para participar da elaboração de políticas públicas que assegurem a promoção dos direitos da população LGBT. No Estado de São Paulo, transexuais e travestis passaram a ter direto à escolha de tratamento nominal nos órgãos públicos, garantido pelo decreto nº. 55.588/10.

Ao preencher cadastros ou se apresentar para o atendimento, num posto de saúde ou delegacia, por exemplo, o cidadão pode indicar o nome que adota, independente do nome e sexo registrados na carteira de identidade. O servidor público que descumprir o decreto pode ser processado.

2) Outro decreto, o 55.589/10, regulamenta a Lei Estadual nº. 10.948/01, que trata das penalidades para quem discrimina um cidadão por orientação sexual e identidade de gênero.

3) Mais uma inovação: um posto de saúde exclusivo e um programa de acolhimento na perspectiva da saúde e dos direitos humanos. O posto começou com 300 consultas mensais. Oferece acompanhamento psicológico e encaminha para tratamentos específicos os pacientes que fazem tratamento para AIDS. São 70 mil no Estado.

“O SUS tem obrigação, que eu não só defendi como ampliei, quando fui ministro da Saúde, de atender todos e todas as pessoas da nossa sociedade, com respeito às suas raças, às suas orientações sexuais, às suas identidades. Nós estamos fazendo um trabalho de direitos humanos e de defesa da cidadania”, disse Serra na inauguração  do serviço.

O PSDB, assim como seu pré-candidato à Presidência da República, não discrimina cidadãos, uma vez que a homoafetividade é uma questão da esfera privada. A juventude do partido em diversas cidades, como Betim (MG), vem desenvolvendo projetos de aliança e buscando integração com ativistas municipais e estaduais do movimento a favor do LGBT.

O Mobiliza Diversidade no FaceBook e o @mobilizalgbt são a prova desse ativismo.

Leia discursos de Serra sobre o respeito à diversidade:

Parada do Orgulho Gay

Responsabilidade

Ambulatório para travestis e transexuais

Decretos em favor da comunidade LGBT

Transexuais e travestis têm direto à escolha de tratamento nominal nos órgãos públicos do Estado de São Paulo

Para saber mais, pesquise aqui:

Home 03/06/2010 – 01h49m

Comentários

Carlos

5 de junho de 2010 às 0:53

“O Estado não deve se intrometer na vida das pessoas”. Só pode ser piada.. O Estado se intromete na vida das pessoas na medida em que arranca dinheiro do contribuinte pra financiar paradas gays e outros agradinhos. Os homossexuais já têm assegurados pela Constituição todos os direitos, igual a todo mundo. O resto é demagogia, seja ela petista ou tucana, como aqui vemos.

Fonte: http://www.amigosdoserra.com.br/serra-defende-o-direito-a-diversidade/?ctg=Brasil (link indisponível atualmente)

Cópia arquivada: http://images.liberdadedeexpressao.multiply.multiplycontent.com/attachment/0/TMcqjwooCI8AAEfQi4I1/gayzismo-serra.htm?key=liberdadedeexpressao:journal:496

  

 

Informação adicional:

  

Vale lembrar que não apenas José Serra é comprometido com a agenda gayzista, mas também vários outros integrantes de seu partido (PSDB) e aliados, como o seu candidato a vice, Índio da Costa (DEM-RJ), membro da Frente Parlamentar Gay no Congresso Nacional, como se pode conferir em:

Em quem NÃO votar: lista de políticos gayzistas – http://liberdadedeexpressao.multiply.com/journal/item/491

Frente parlamentar gayzista: um breve histórico – http://liberdadedeexpressao.multiply.com/journal/item/490

Também o tucano Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo, tido por muita gente como “conservador”, agradou a militância gay baixando uma lei estadual (lei 10.948/2001, regulamentada por Serra por meio do decreto 55.589/2010) com o objetivo de intimidar e punir cidadãos que contrariem homossexuais: 

Inversão totalitária: Olavo de Carvalho fala sobre a “luta contra o preconceito” – http://liberdadedeexpressao.multiply.com/reviews/item/352 

 

 Anexo: gayzismo-serra.htm
 

 

 
 
Liberdade de Expressão – http://liberdadedeexpressao.multiply.com 
 
* * *
 
Atualização:
 
Blog comenta declarações recentes de Índio Costa, que, em campanha eleitoral, disse que José Serra vetará o PLC 122/2006 (lei da mordaça gay), caso seja aprovado: 
 
 
* * *

“Debates” eleitorais: jogo de cartas marcadas e invisibilidade

with 3 comments

Os debates eleitorais nas TVs e na mídia em geral são uma espécie de “jogo de cartas marcadas” que a legislação eleitoral e os próprios meios de comunicação impõem. Apenas os candidatos cujos partidos possuem representantes na Câmara Federal têm de ser convidados para os debates. Os outros podem ser convidados, mas quase nunca o são. É por este motivo que vemos apenas Dilma, Serra, Marina e Plínio nos debates, embora existam outros  candidatos a presidente (Eymael, Levy Fidelix,  Zé Maria, etc.) na disputa eleitoral, os quais ficam quase completamente “invisíveis”. O eleitorado pouco sabe deles,  obtêm baixos índices nas pesquisas e nas votações. Além disso, a legislação eleitoral estabelece distribuição desigual de recursos dos fundos partidários e de tempo de exposição na propaganda na TV e no rádio.

Artigo do site Infonet sobre o assunto:

22/09/2010 – 00:54

Os debates eleitorais na TV

Maurício Gentil

Após o fim da ditadura militar e a retomada do processo democrático, com a promulgação da Constituição de 1988, as eleições periódicas em todo o país voltaram a ser uma constante.

Com efeito, após a promulgação da Carta Magna, ocorreram 12 (doze) eleições – entre nacionais, estaduais e municipais[1] – além de um plebiscito (para deliberação popular sobre a forma de governo, republicana ou monárquica, e sistema de governo, presidencialista ou parlamentarista) e um referendo (para deliberação popular sobre a proibição – ou não – de comércio de armas de fogo e munição).[2]

Um dos aspectos mais interessantes de todas essas eleições é exatamente a realização de debates entre os candidatos, transmitidos ao vivo pelas emissoras de televisão. Excelente oportunidade para o confronto democrático de concepções, propostas, trajetórias, biografias, na perspectiva do melhor esclarecimento do eleitor, com vistas ao seu voto soberano consciente e melhor qualificado.

Anos e anos de ditadura militar e de negativa ao povo do seu direito soberano de eleger seus governantes geraram uma demanda reprimida que explodiu após 1988. A participação popular nas primeiras eleições pós-88 foi bastante significativa, e os debates eleitorais realizados por emissoras de televisão foram reflexo desse fenômeno.

Com efeito, entraram para a história os diversos debates realizados por várias emissoras durante o primeiro turno da eleição presidencial de 1989. Brizola, Covas, Lula, Paulo Maluf, Afif Domingos, Aureliano Chaves, Ulysses Guimarães (Collor, então primeiro colocado nas pesquisas, corria dos debates). No segundo turno, dois debates entre Collor e Lula, organizado conjuntamente pelas quatro maiores emissoras de TV da época (Globo, SBT, Manchete e Bandeirantes). Desde então, os debates na TV, durante as campanhas eleitorais, tornaram-se elementos essenciais à própria rotina política nacional.

A matéria adquiriu tanta importância que a legislação passou a regulamentar a realização de debates eleitorais. Atualmente, é a Lei n° 9.504/97 – que “estabelece normas para eleições” – que traz a disciplina jurídica do assunto. Faculta às emissoras de rádio e televisão a realização de debates sobre as eleições majoritárias ou proporcionais, garantindo a participação de candidatos dos partidos políticos com representação na Câmara dos Deputados e apenas facultando a participação dos demais (Art. 46).

É por conta desse critério que, nas atuais eleições presidenciais, os debates têm contado apenas com a presença de quatro candidatos (Dilma, Serra, Marina e Plínio), cujos partidos (PT, PSDB, PV e PSoL) possuem representantes na Câmara dos Deputados. Também por esse critério o debate realizado pela TV Atalaia entre os candidatos a Governador do Estado contou apenas com a participação de Déda, João Alves e Professora Avilete, únicos candidatos cujos partidos (PT, DEM e PSoL) possuem representantes na Câmara dos Deputados (embora a TV Atalaia pudesse, como fez a TV Cidade, convidar os demais candidatos, a lei não a obriga a fazê-lo).

Esse critério é questionável, por várias razões. Em primeiro lugar, impõe aos candidatos um tratamento desigual. Os candidatos que participam dos debates têm maior projeção na mídia, têm um espaço privilegiado de contato com o eleitor e difusão de suas ideias. Candidatos de partidos que não possuem deputados federais perdem essa excelente oportunidade. Há quem sustente que a legislação não poderia respaldar a participação em debates de candidatos não-representativos, pois são candidatos de “partidos nanicos”, que não possuem representatividade alguma. Mais ainda: que assegurar a participação de todos os candidatos inviabilizaria a própria realização dos debates, porque as emissoras de TV não teriam interesse em sua realização quando obrigadas a convidar mais de quatro candidatos, eis que haveria uma quantidade excessiva de candidatos, muitos dos quais seriam “inexpressivos”.

Ora, a República tem como um de seus fundamentos o “pluralismo político” (Art. 1°, inciso V da Constituição). O “pluripartidarismo” é critério a ser necessariamente observado no contexto da liberdade de organização partidária (Art. 17). De que adianta então a Constituição assegurar a criação e o funcionamento de tantos partidos quantos sejam livremente criados por setores da sociedade para a representação e defesa de determinadas concepções políticas se, na ora de disputar a representatividade eleitoral em mandatos, essa liberdade não se materializa em igualdade de oportunidades?

Se os partidos políticos legalmente criados e registrados não possuem deputados federais, terão mais dificuldade de tê-los quanto menos espaços e oportunidades tenham de acesso à mídia e ao eleitor. Grandes partidos brasileiros da atualidade começaram “nanicos” e cresceram na preferência do eleitorado também a partir da maior exposição, maior contato com o eleitor e propagação de suas plataformas por via da comunicação social.

A igualdade-proporcionalidade já se reflete na distribuição legal do tempo de televisão e rádio na propaganda partidária e na propaganda eleitoral, bem como no acesso aos recursos financeiros do fundo partidário. No horário eleitoral gratuito, quanto mais deputados federais, mais tempo possui o partido político. Já não é suficiente? É preciso que essa proporcionalidade se estenda também aos debates eleitorais, facilitando a concentração de projeção política em poucos partidos?

Penso que não. Penso que isso restringe a possibilidade de que novos partidos políticos possam vir a crescer e, com esse crescimento, otimizar o pluralismo político que a Constituição exige, como medida de abertura do debate democrático para concepções mais diversificadas. E que, no fim da contas, seja o eleitor – o verdadeiro soberano – a dizer quais partidos devem ter maior ou menor representação política, mas a partir do voto, e não por tutela legal do Estado, cuja disciplina tem favorecido um círculo vicioso de manutenção dos mesmos.

[1] Eleições municipais em 1988, presidenciais em 1989, estaduais em 1990, e novas eleições municipais em 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008 e novas eleições estaduais e nacionais em 1994, 1998, 2002 e 2006.
[2] O plebiscito ocorreu em abril de 2003 e o referendo em outubro de 2005.

Maurício Gentil é advogado militante no ramo do direito público, membro do Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil e Presidente da Comissão de Estudos Constitucionais da mesma entidade. É mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Ceará e professor universitário. Atualmente lecionando a matéria Direito Constitucional na Universidade Tiradentes (graduação e pós-graduação).

Fonte: http://www.infonet.com.br/mauriciomonteiro/ler.asp?id=103964

Humor Sem Censura: Manifestação 22/08/10, 15h, RJ

with one comment

Do Extra:

Enviado por Felipe Sáles – 22.08.2010 – 05h27m

Eleições 2010: humoristas protestam hoje na Orla de Copacabana

Grandes humoristas se reúnem daqui a pouco, às 15h, na Praia de Copacabana (em frente ao Copacabana Palace) para a passeata “Humor sem Censura”. A turma protesta contra a lei que proíbe os humoristas de fazerem piadas sobre os candidatos durante o período eleitoral.

A manifestação vem sendo capitaneada pelo grupo de stand up comedy “Comédia em Pé”, que convidou amigos humoristas e também a população para participarem da caminhada e da leitura de um manifesto, que será encaminhado junto com um abaixo-assinado ao Ministério da Cultura. Participam da passeata, além dos integrantes do “Comédia em Pé”, a turma do Rock Bola, Pânico na TV, Casseta & Planeta, Os Caras de Pau, Melhores do Mundo (DF), Zorra Total, Clube da Comédia (SP) e CQC (SP)

Fonte: http://extra.globo.com/geral/extraextra/posts/2010/08/22/eleicoes-2010-humoristas-protestam-hoje-na-orla-de-copacabana-317448.asp 

* * *

 

Do site do cartunista Nani:

Humor sem Censura

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O Humor não se resigna (Sigmund Freud)

Domingo, dia 22, às 15 horas, frente ao Copacabana Palace haverá uma manifestação contra à censura ao humor. Queremos a modificação do artigo 45 da Lei das Eleições (9.504) que alcança os programas humorísticos, charges e caricaturas nos meios de comunicação. A lei é inconstitucional, afirmam renomados juristas.

Como disse o escritor mineiro Wander Pirolli: Quem não ri não presta. – Nós completamos: Quem teme o riso também.

O cartaz foi feito por mim.

Fonte: http://www.nanihumor.com/2010/08/o-humor-nao-se-resigna-sigmund-freud.html 

 

* * *

 

Da Folha.com (SP):

18/08/201015h47

Humoristas organizam protesto contra proibição de abordar candidatos

FÁBIO GRELLET
DO RIO

Humoristas de programas de TV, rádio e espetáculos teatrais vão promover um protesto, no próximo domingo, no Rio, contra uma norma que proíbe a veiculação, por rádio ou TV, de entrevistas ou montagens que “degradem ou ridicularizem” candidatos.

A emissora que veicular programa com esse teor pode ser multada pela Justiça em até R$ 106.410, valor que dobra em caso de reincidência.

A norma, que consta da lei 9.504/97 e foi regulamentada por resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), vale desde 1º de julho até o fim do período eleitoral.

Segundo os humoristas, a regra impede que os programas de humor falem sobre os candidatos, durante o período pré-eleitoral, e caracteriza censura à liberdade de expressão no humor.

“Estamos lutando para exterminar qualquer resquício de censura que ainda exista, somos a favor da democracia e, portanto, da liberdade de expressão. Essa lei é o exemplo de que, se não ficarmos atentos todo o tempo, o fantasma da ditadura pode voltar a nos assombrar. Deixem que as pessoas decidam por elas mesmas de qual piada devem rir”, diz Fábio Porchat, um dos organizadores.

“Essa norma vale para TV e rádio, mas também influencia a internet e o teatro. Se a gente não pode fazer piada, os políticos também deveriam ser obrigados a parar de fazer piada com a gente”, brinca Porchat.

Junto com Claudio Torres Gonzaga, Fernando Caruso, Paulo Carvalho e Léo Lins, Porchat compõe o grupo cômico de teatro “Comédia em Pé”, que está liderando o ato. A passeata “Humor sem Censura” será realizada na praia de Copacabana (zona sul), às 15h do dia 22.

A concentração será em frente ao hotel Copacabana Palace. Em seguida os manifestantes seguirão a pé até o Leme, onde vão ler o manifesto “Humor sem Censura” e recolher assinaturas para um abaixo-assinado, que será entregue ao ator Sérgio Mamberti, presidente da Funarte (Fundação Nacional de Artes).

Mamberti deve encaminhar o documento ao ministro da Cultura, Juca Ferreira. O objetivo dos humoristas é que, a partir desse abaixo-assinado, Juca discuta a situação com o TSE para que a regra seja revertida.

Segundo os organizadores do evento, integrantes do “Rock Gol”, “Pânico”, “Casseta & Planeta”, “Os Caras de Pau”, “Melhores do Mundo”, “Zorra Total”, “Clube da Comédia”, “Os Barbichas” e “Plantão de Notícias” já confirmaram participação na passeata. Também são aguardados Danilo Gentili (“CQC”), Marcos Mion (“Os Legendários”), Marcelo Adnet, Bruno Mazzeo, Leandro Hassum, Paulo Bonfá, Fabiana Karla e o cartunista Chico Caruso. Sites de humor, como Kibe Loco, Jacaré Banguela, Anões em Chamas, dentre outros, também estarão representados no evento. Ainda estão sendo convidados redatores de humor da TV, rádio e jornais, além de humoristas dos espetáculos em cartaz nos teatros.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/785005-humoristas-organizam-protesto-contra-proibicao-de-abordar-candidatos.shtml 

* * *

Matéria relacionada:

Censurar humor é inconstitucional 

https://liberdadeexpressao.wordpress.com/2010/07/28/censurar-humor-e-inconstitucional 

* * *

Atualização 23/08/2010

Ver também:  Blog  Humor nas eleições – Aqui pode. // Make fun of ellections – here you can. –  http://humornaseleicoes.blogspot.com

* * *

Censurar humor é inconstitucional

with 5 comments


.

Especialista diz que restrição da lei eleitoral fere o direito de liberdade de expressão

O professor de Direito Constitucional Gustavo Binenbojm, da Uerj, diz que a lei eleitoral “incorre numa inconstitucionalidade”, ao restringir programas humorísticos, por ferir a liberdade de expressão. Para ele, o eleitor é capaz de entender o que é só uma piada.

Especialista critica lei eleitoral e tutela do Estado, lembrando que Constituição garante liberdade de expressão

ENTREVISTA (O Globo):

Mau humor

De acordo com especialista, humor na política deve ser preservado

Publicada em 26/07/2010 às 23h10m

Fábio Brisolla

RIO – As restrições impostas aos programas de humor pela lei eleitoral são inconstitucionais. É a opinião de Gustavo Binenbojm, professor de direito constitucional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que considera essas limitações uma forma de silenciar e censurar humoristas. A lei eleitoral proíbe que programas de rádio e TV “degradem ou ridicularizem” candidatos, provocando mudanças em programas como “Casseta & Planeta”, “CQC” e “Pânico na TV”. Em entrevista ao GLOBO, Binenbojm lamenta que sátiras políticas estejam perdendo espaço por causa da legislação. E considera um equívoco interromper um eficiente canal de comunicação entre políticos e eleitores. “O humor é um instrumento para atrair o interesse da opinião pública para um assunto”, frisa. O professor ressalta que o eleitor tem senso crítico suficiente para saber o que é apenas uma piada. “Se não acreditamos que o cidadão tem capacidade de fazer seu próprio julgamento, estamos caminhando para um regime fascista”.

Qual é a avaliação do senhor sobre as restrições aos programas humorísticos de TV previstas na lei eleitoral?

GUSTAVO BINENBOJM: Existe uma preocupação da lei brasileira de assegurar a lisura do processo eleitoral. Procura impedir manipulações nos meios de comunicação, como o uso de informações falsas que possam favorecer ou prejudicar determinado candidato. Seria uma regulação até desejável, mas as restrições vão muito além. Visam a garantir uma neutralidade dos veículos de comunicação de massa incompatível com a liberdade de expressão. Tal como foi redigida, a lei eleitoral provoca um efeito silenciador sobre manifestações artísticas como sátiras, charges e programas humorísticos. Impede o público de conhecer fatos através do humor. Antes de ser um direito, informar e criticar livremente é um dever dos veículos de comunicação. E, além disso, todo cidadão tem o direito de acesso à informação.

O que poderia ser feito para reverter as limitações enfrentadas pelos humoristas durante a campanha eleitoral?

BINENBOJM: O Congresso Nacional poderia editar uma nova norma ou corrigir a redação atual para permitir a existência de sátiras sobre candidatos em programas de humor durante as eleições. Num ambiente de liberdade de expressão, isso faz parte do debate público. Muitas vezes, o humor é a forma que melhor desperta a atenção dos cidadãos para assuntos de interesse público. Outro caminho seria recorrer ao TSE para que haja uma segurança jurídica na aplicação dessa norma pelos veículos de comunicação. O entendimento do TSE sobre o que a lei determina poderia garantir a liberdade necessária aos programas de humor.

Os defensores da atual legislação afirmam que as restrições são necessárias para garantir a lisura do processo eleitoral…

BINENBOJM: Ao que parece, o objetivo da lei eleitoral no caso seria impedir que um candidato cometesse excessos na propaganda eleitoral obrigatória usando a TV ou o rádio para difamar um adversário. Mas esse artigo da lei eleitoral acabou atingindo os programas humorísticos em geral. O humor é um instrumento para atrair o interesse da opinião pública para um assunto. Uma sátira se utiliza de características da personalidade de um político para despertar o interesse do telespectador.

O senhor discorda do argumento que relaciona a sátira política a uma forma de ofensa ou difamação?

BINENBOJM: Além de informar, os meios de comunicação têm o dever de criticar os fatos. E isso pode ser feito sob a forma de sátira, de charge ou qualquer outro formato de humor. A lei eleitoral brasileira incorre numa inconstitucionalidade, porque a norma atual é incompatível com o regime constitucional que assegura a liberdade de expressão.

Nos Estados Unidos, os políticos são alvos constantes de programas humorísticos, como o “Saturday Night Live”, da Rede NBC, mesmo durante a campanha eleitoral…

BINENBOJM: O modelo da lei eleitoral dos Estados Unidos é o mais liberal do mundo. Confere aos veículos de comunicação total liberdade, inclusive para manifestar apoio a um determinado candidato. Na Europa, existem algumas formas de regulação que procuram resguardar a imagem dos candidatos. Mas a lei brasileira é ainda mais restritiva. Produz um efeito silenciador sobre os veículos de comunicação. Prevalece uma visão preconceituosa: a ideia de que a lei e o Estado devem proteger o cidadão de si próprio. É uma cultura oficialista. Avalia que o Estado tem maior capacidade do que o cidadão para formular juízo crítico sobre fatos de interesse público. Isso é uma forma de censura.

O programa “Casseta & Planeta”, da Rede Globo, eliminou imitações aos presidenciáveis do roteiro durante a campanha. O “CQC”, da Band, amenizou o tom na abordagem aos políticos.O humor está sendo levado muito a sério pela atual legislação?

BINENBOJM: O papel do humor na política é tão importante que deve ser levado a sério e, justamente por isso, preservado de restrições impostas pela lei. O político precisa aprender a usar o humor a seu favor. O deputado que consegue rebater de maneira informada, contundente, a uma pergunta de um repórter do “CQC”, está prestando um serviço à população e também a si próprio. Está usando um veículo de comunicação para sua promoção pessoal. Toda vez que suprimo o direito de manifestação, provoco um efeito colateral que é a propagação da ignorância, do desinteresse. O sujeito tem de ser capaz de fazer do limão uma limonada, de fazer da charge um instrumento de promoção de suas próprias ideias. De compreender que as pessoas têm o direito de discordar, que isso é parte do debate político. A sátira não é uma distorção. É um elemento de vitalidade das democracias maduras.

O eleitor brasileiro está preparado para diferenciar o que é apenas uma piada?

BINENBOJM: Se não acreditamos que o cidadão tem capacidade para fazer seu próprio julgamento, estamos caminhando para um regime fascista. O Estado vai informar o que ele pode saber. A opção no Brasil foi pela democracia. E a democracia comporta riscos e, muitas vezes, escolhas equivocadas… A atual lei eleitoral é própria de sociedades que passaram por períodos de ditadura militar e ainda não atingiram a maturidade da liberdade de expressão. O que é essa maturidade? Defender a liberdade de expressão ainda que, circunstancialmente, ela possa se voltar contra você.

( Leia também: Maioria dos leitores do GLOBO não concorda com a legislação que restringe o humor durante a campanha eleitoral

Fontes:  O Globo + Clipping Planejamento

A periculosidade do inexistente

leave a comment »

MSM 

A periculosidade do inexistente

Olavo de Carvalho | 14 Junho 2010
Artigos – Editorial

Seguir ao mesmo tempo duas ou mais linhas de ação contraditórias, confundindo a platéia e premoldando todas as opiniões em disputa nos debates públicos, é, pelo menos desde a Revolução Francesa, um dos preceitos estratégicos fundamentais e incontornáveis da esquerda mundial.

Sob o comando da organização marxista ironicamente denominada Free Press, e fortemente nutrido com subsídios de George Soros, o recém-fundado site www.StopBigMedia.com professa destruir as grandes empresas de jornalismo e substituí-las por uma “mídia democrática” governamental baseada na “diversidade” e empenhada em “dar voz às minorias”.

Já ouvimos ameaça semelhante no Brasil, com a diferença de que veio diretamente do governo. Nos EUA é preciso agir com mais cautela: a Free Press não é uma agência oficial, apenas tem boas amizades nos altos círculos do governo Obama.A pergunta que os observadores atentos farão à primeira vista é: Por que haveria o presidente americano de querer a extinção das instituições que o colocaram no poder, que defendem de unhas e dentes cada uma das suas políticas e que atacam com ferocidade inaudita quem quer que ouse investigar a sua vida pregressa e as suas inumeráveis alianças comprometedoras?

Mutatis mutandis, por que teria a esquerda brasileira desejado demolir os templos onde seus próprios ídolos são cultuados com tanta devoção e onde seus inimigos são queimados vivos em emocionantes autos-da-fé montados contra “a extrema direita”, “o fundamentalismo religioso”, “o fascismo”, “o racismo” e não sei mais quantas criaturas do demo, entre as quais este humilde colunista?

A resposta é simples: seguir ao mesmo tempo duas ou mais linhas de ação contraditórias, confundindo a platéia e premoldando todas as opiniões em disputa nos debates públicos, é, pelo menos desde a Revolução Francesa, um dos preceitos estratégicos fundamentais e incontornáveis da esquerda mundial.

Os salões elegantes do século XVIII eram ao mesmo tempo o viveiro onde as idéias revolucionárias germinavam entre o beautiful people e o exemplo de vida opulenta e fútil das classes dominantes, apontado às massas pelos agitadores de rua como prova da urgente necessidade de um morticínio redentor.

Com a mídia, e não é de hoje, acontece a mesma coisa: é preciso ao mesmo tempo dominá-la desde dentro, fazendo dela um instrumento pretensamente neutro e insuspeito para dar apoio a causas esquerdistas selecionadas nos momentos decisivos, e denunciá-la desde fora como “arma ideológica da classe dominante”.

Diante desse espetáculo, queda inerme e atônita a mente linear e rotineira do cidadão comum, que só entende a luta política como confronto explícito de ideologias prontas – ou, o que é ainda pior, imagina que os movimentos ideológicos desapareceram do cenário histórico tão logo os perfis deles se confundem um pouco ante o seu olhar turvo e rombudo de boi no pasto.

Por meio desse artifício, é possível operar de maneira brutalmente rápida, eficaz e quase imperceptível um giro completo no leque das opções políticas, levando precisamente àquele estado de coisas que temos hoje no Brasil: a parte mais branda da esquerda torna-se a única direita possível e, enquanto disputa cargos amigavelmente com os velhos companheiros de ideologia aos quais prestou esse gentil serviço, está madura para ser denunciada por eles mesmos como conservadora, reacionária e ultradireitista, amargando em silêncio a queixa de ingratidão que, se expressa em voz alta, denunciaria o esquema todo.

A ambigüidade premeditada da situação traduz-se em declarações dúbias e paradoxais que proclamam ao mesmo tempo a inexistência e a periculosidade do inimigo: de um lado, o sr. Presidente da República celebra a completa exclusão de candidatos de direita no próximo pleito; de outro, seu partido promete fazer das tripas coração para esmagar a direita nas urnas.

 Artigos Relacionados

Fonte: http://www.midiasemmascara.org/editorial/11151-a-periculosidade-do-inexistente.html 

Mídia Sem Máscara – http://www.midiasemmascara.org

Quem é quem: Lula X Dilma

leave a comment »

Comparação entre Lula e Dilma Rousseff 

Quadro comparando as trajetórias de Luis Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Clique na imagem para vê-la ampliada:

Comparação: Lula e Dilma

Comparação: Lula e Dilma

Fonte:  http://homemculto.wordpress.com/2010/05/10/lula-e-dilma-comparacao-semelhancas-diferencas-clic-duas-vezes-para-foto-ampliar-projeto-pt-terceiro-mandato 

Também em http://liberdadedeexpressao.multiply.com/photos/album/15 e http://twitpic.com/1o6ed9

Sites de notícias fazem declaração de Serra sobre ateísmo e tabagismo desaparecer

leave a comment »

Liberdade de Expressão – 04/05/2010

Declaração de Serra sobre ateísmo e tabagismo desaparece de sites de notícias   May 4, ’10 3:02 AM
for everyone

04/05/2010

Sites de notícias fazem declaração de Serra sobre ateísmo e tabagismo desaparecer

Segundo foi noticiado pela imprensa (e esbravejado pela militância ateísta), o candidato a presidente da república José Serra (PSDB-SP) havia feito recentemente algumas declarações comparando o hábito de fumar à falta de crença em Deus. Matérias reportando a tal fala, que teria acontecido durante um encontro do candidato com evangélicos em Santa Catarina, foram publicadas nos sites do Globo, Zero Hora/RBS e outros.

Entretanto, após a pequena polêmica que se seguiu entre os ateus militantes, que reclamaram em seus blogs e twitters, uma coisa curiosa aconteceu: páginas de sites jornalísticos, que traziam a suposta fala de Serra comparando tabagismo e ateísmo, foram alteradas. O texto foi trocado, sumiram as referências ao ateísmo e, em seu lugar, surgiram outras palavras, não “ofensivas” aos ateus… O estranho, desonesto até, é que os veículos não informaram a mudança no texto, não usaram o habitual procedimento do “erramos”, apenas fizeram a alteração do texto em páginas já existentes, nos mesmos endereços, sem nenhum aviso ou esclarecimento.

Abaixo, cópias de trechos das reportagens, antes e depois da mudança.

Antes:

Ele falou bastante em saúde. Citou a importância da vacinação contra a Gripe A e relacionou o fumante como uma pessoa sem Deus na vida.

— A pessoa que fuma sabe que o cigarro vai fazer mal, mas continua assim mesmo. Depois, adoece e mesmo assim continua fumando. Assim é uma pessoa sem Deus. Sabe que Ele está ali, mas não o procura — disse o pré-candidato.

Jornal de Sta. Catarina, RBS (página em 02/05/2010)

Cache do Google de 02/05/2010: http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:9lpXIYmXq_sJ:www.clicrbs.com.br/especial/sc/jsc/19,0,2890912,Jose-Serra-participou-de-encontro-religioso-em-Santa-Catarina.html+/search%3Fhl%3Dpt-BR%26safe%3Doff%26q%3D%2Bsite:www.clicrbs.com.br%2B19,5,2890912,Jose-Serra-participou-de-encontro-religioso-em-Santa-Catarina.html

Cópia arquivada no Liberdade de Expressão: http://images.liberdadedeexpressao.multiply.multiplycontent.com/attachment/0/S9-ptQooCI8AAByV57w1/02-05-2010-cache-Jos%C3%A9%20Serra%20participou%20de%20encontro%20religioso%20em%20Santa%20Catarina%20%20Pol%C3%ADtica%20-%20Jornal%20de

Depois:

Ele falou bastante em saúde. Citou a importância da vacinação contra a gripe A e programas desenvolvidos nas gestões dele frente ao governo de São Paulo e ao Ministério da Saúde, entre eles o de combate ao fumo:

— Nós combatemos o tabagismo, o cigarro. Por quê? Porque faz mal à saúde. Mas eu dizia: não é apenas para prolongar a vida das pessoas. É para que tenham melhor qualidade de vida. Porque aquele que fuma, quando fica doente por causa disso, fica, às vezes, anos com problemas de saúde. Inclusive com problemas de paralisia, não pode andar, sofre com problemas de pulmão. Vive, mas vive mal.

Jornal de Sta. Catarina, RBS (página em 03/05/2010) http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/jsc/19,5,2890912,Jose-Serra-participou-de-encontro-religioso-em-Santa-Catarina.html 

Uma outra página no site da RBS, com outra URL, traz a mesma matéria corrigida, desta vez com a nota de esclarecimento:

Correção: Diferentemente do que informou este site na reportagem “José Serra participa de encontro religioso em Santa Catarina” (01/05/2010 – 20h39min), o ex-governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), não se referiu a fumantes como pessoas “sem Deus”. Na verdade, o discurso do político não relacionou diretamente o fumo com a religião. Em um primeiro momento, Serra citou passagens bíblicas à multidão reunida em Camboriú e disse que a frase “Que tenham vida, e a tenham em abundância” está ligada à qualidade de vida e não apenas a ações para prolongar a vida das pessoas. Em seguida, citou programas desenvolvidos nas gestões dele frente ao governo de São Paulo e ao Ministério da Saúde, entre eles o de combate ao fumo. O texto foi corrigido. 

Jornal de Sta. Catarina, RBS (03/05/10) – http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/jsc/19,0,2892080,Jose-Serra-participou-de-encontro-religioso-em-Santa-Catarina.html 

De qualquer forma, o fato de as outras páginas terem tido seu conteúdo modificado, sem esclarecimento algum, reforça a sensação de falta de credibilidade e de desconfiança em relação a esses veículos, já que textos lidos num dia podem não ser os mesmos no dia seguinte, ainda que visitando-se o mesmo link.

* * *

Atualizações 04/05/2010:

O site de ateísmo “Bule Voador” também comentou o estranho procedimento da imprensa neste caso:

GLOBO E RBS ALTERAM CONTEUDO DE NOTÍCIAS SOBRE O DISCURSO DE SERRA! – http://bulevoador.haaan.com/2010/05/03/globo-e-rbs-alteram-conteudo-de-noticias-sobre-o-discurso-de-serra

Reinaldo Azevedo (03/05/10):

SERRA, OS ATEUS E O CIGARRO – INVENÇÃO DE REPÓRTER DA RBS PÕE NA BOCA DE SERRA PALAVRAS QUE ELE NÃO DISSE. É UM TROÇO ESCANDALOSO! – http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/serra-os-ateus-e-o-cigarro-invencao-de-reporter-da-rbs-poe-na-boca-de-serra-palavras-que-ele-nao-disse-e-um-troco-escandaloso

José Serra também mencionou os desmentidos em seu twitter, na madrugada de 4 de maio:

Dia de desmentidos: jamais falei as 2 frases sobre fumantes e ateus q um repórter da RBS me atribuiu. Alguns portais e jornais acreditaram. about 3 hours ago via web

Os meus discursos são gravados e transcritos. Aqui, os veículos que corrigiram o erro: RBS, D. Catarinense, Globo, G1. http://migre.me/Bxwy about 3 hours ago via web

Agradeço ao @BlogdoNoblat pela rapidez e correção. Foi o primeiro a reparar o erro clamoroso e a publicar o desmentido. about 3 hours ago via web

Minha posição, @gfenili e @LaureanoJunior, é de defesa intransigente do direito de cada um de fazer suas escolhas. Sem distinção! about 3 hours ago via web

http://twitter.com/joseserra_

* * *

Mais:

Zero Hora (página em 02/05/2010)

Cache do Google de 02/05/2010: http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:bOqWF5EmGR8J:zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp%3Fuf%3D1%26local%3D1%26section%3DPol%C3%ADtica%26newsID%3Da2890912.xml 

Cópia arquivada no Liberdade de Expressão: http://images.liberdadedeexpressao.multiply.multiplycontent.com/attachment/0/S9-OzwooCI8AAFVXi4g1/02-05-2010-cache-Jos%C3%A9%20Serra%20participou%20de%20encontro%20religioso%20em%20Santa%20Catarina%20%20Pol%C3%ADtica.htm

Abaixo, anexos (attachments) com cópias das páginas mencionadas.

Liberdade de Expressão – http://liberdadedeexpressao.multiply.com

%d blogueiros gostam disto: