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Controle social da mídia?

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Artigo do jornalista Ruy Fabiano sobre as tentativas de censura embutidas na idéia de “controle social” das comunicações, mecanismo proposto pelo PT e ONGs anexas em conferências e documentos como Confecom, PNDH-3,  Conferência Nacional da Cultura, e, mais recentemente, no próprio programa de governo de Dilma Rousseff.

Uma coisa é certa: nenhum dano decorrente da liberdade de imprensa é maior que os que ela ajuda a evitar.

Do Blog do Noblat:

Enviado por Ruy Fabiano – 19.6.2010| 10h15m

Controle social da mídia

Ruy Fabiano

Todas as tentativas de enquadramento da imprensa, ao longo da história – e não foram poucas -, resultaram numa mesma constatação: não é possível fazê-lo sem ferir o princípio básico da democracia, que é a liberdade de informação e expressão.

O tema, no entanto, não sai da moda. Usa-se, hoje em dia, o eufemismo “controle social dos meios de comunicação” para sugerir que se está tratando de outra coisa – mas é a mesma coisa. O único controle possível – e democrático – é o que está na lei, mais especificamente no Código Penal.

Os crimes decorrentes do uso indevido dos meios de comunicação são basicamente três: injúria, calúnia e difamação. Estão perfeitamente capitulados e geram reparações que, no limite, podem levar o infrator a sair do mercado. Liberdade, como é óbvio, não exclui responsabilidade penal por quem dela abusa.

Mesmo assim, os que reclamam da imprensa – e não são poucos – o fazem como se não estivesse submetida a limites legais, o que tornaria indispensável providenciá-los. É o teor das conferências de imprensa do PT, que respondem pela inclusão de “controles” no decreto do Plano Nacional de Direitos Humanos 3.

O presidente Lula mantém relações esquizofrênicas com o tema. Já reconheceu diversas vezes que deve sua projeção política à imprensa, que, ainda ao tempo do regime militar, o acolheu com entusiasmo, como liderança popular emergente, arrostando riscos.

Mas o presidente diz que os jornais lhe dão azia, que o combatem injustamente e coisas afins. Na quinta-feira, em debate com estudantes da Universidade de Brasília, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, foi questionada sobre seu posicionamento a respeito do “monopólio dos meios de comunicação”, especialmente de rádios e televisões, e sobre “controle social” da mídia.

Respondeu que é preciso ter “cuidado para que essa ideia de controle não nos leve a qualquer tipo de aparelhamento que possa ser confundido com cerceamento da liberdade de expressão, com cerceamento da liberdade de informação que as pessoas devem ter”.

Mas disse que “o controle social é uma conquista da sociedade brasileira que precisa ser aprofundada”. Não disse como. Disse apenas que o controle pressupõe “o acesso às informações para que a sociedade saiba em relação a que ela está se colocando”.

Deduz-se então que o controle seria para ampliar e não para restringir o noticiário. O Estado e a “sociedade civil” teriam a missão de editar o noticiário, decidindo o que é ou não relevante, o que remete à intervenção nesses veículos. E aí volta-se ao ponto inicial: a censura. O dilema já foi mais problemático.

Hoje, com a internet, não há notícia que escape de divulgação. Se houver alguma informação alvo de sabotagem generalizada na mídia convencional – algo altamente improvável -, acabará vazando pela internet e chegando ao público.

Com relação ao monopólio das TVs, ponto central e recorrente dos questionamentos, argumenta-se como se de fato existisse. Há, no Brasil, em pleno funcionamento, nada menos que cinco redes nacionais privadas (Globo, Bandeirantes, Rede TV, Record e SBT), além de TVs Educativas estatais e redes regionais, sem contar as TVs por assinatura. Não há monopólio. Há liderança, que só pode ser quebrada mediante opção do telespectador.

Qualquer outra medida implica censura. Uma coisa é certa: nenhum dano decorrente da liberdade de imprensa é maior que os que ela ajuda a evitar.

Ruy Fabiano é jornalista

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Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/06/19/controle-social-da-midia-301331.asp

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PNDH-3: Os direitos e as discórdias

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Da revista Cristianismo Hoje:

Atualização 02 June 2010 Por Redação2

Os direitos e as discórdias

Programa de direitos humanos do governo Lula é analisado com lupa por todos os setores da sociedade 

PNDH-3. Esta é a fórmula do governo federal para fomentar os direitos humanos no Brasil. Trata-se do terceiro Programa Nacional dos Direitos Humanos, disposto no Decreto 7.037/09, assinado no fim do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as 25 diretrizes do documento, que lista vários objetivos estratégicos, o governo assume o compromisso de implementar políticas em diversos campos, passando pela comunicação social, pela saúde, pela educação, pelos direitos civis e mesmo pela religião. O programa prevê um total de 521 medidas, a serem incluídas em lei. 

As anunciadas boas intenções não livraram o texto de uma saraivada de críticas. Setores da sociedade taxaram de autoritário o PNDH-3, da lavra da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), que, com status de ministério e ligada diretamente à Presidência da República, é dirigida pelo ministro Paulo Vanucchi. Grande parte da imprensa viu no decreto uma brecha para o governo passar a exercer controle sobre os meios de comunicação social, restringindo em alguma medida a liberdade de expressão. Apesar de defender o decreto, fruto de consultas da SEDH a diversos movimentos sociais e grupos de pressão, o governo deu mostras de que poderia recuar em alguns pontos, em especial após a forte reação da Igreja Católica e dos militares. 

E, depois de dizer que pediria demissão caso o programa fosse alterado, o próprio Vanucchi anunciou que algumas medidas seriam revistas. Ele listou ao menos três: o direito ao aborto, o banimento de símbolos religiosos e a criação de comissões de conciliação no caso de invasões de propriedades privadas. “Estamos dispostos a promover correções”, disse o ministro, em março, informando que o novo texto está sendo preparado. O presidente Lula considerou exageradas as críticas ao programa. “As pessoas de vez em quando ficam querendo criar chifre na cabeça de cavalo”, disse o presidente, em janeiro. 

Mas o PNDH-3 não teve apoio irrestrito nem mesmo no âmbito do governo. Em um primeiro momento, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, chegou a ameaçar pedir demissão, diante do imbróglio criado com os militares. A oposição da caserna à criação de uma “comissão da verdade” para esclarecer crimes de Estado durante a ditadura chegou ao ponto de um general, Maynard Marques de Santa Rosa, escrever uma carta aberta com críticas à iniciativa, classificada por ele como coisa de “fanáticos” de esquerda. Acabou exonerado, em seguida, por Jobim. Parlamentares de oposição quiseram explicações, e Jobim foi ao Senado para dizer que a  “comissão da verdade”, se criada, não se ocuparia apenas dos crimes cometidos pelo aparelho de repressão do Estado, mas colocaria luz também nas ações dos grupos de esquerda, que à época da ditadura tentavam tomar o poder pelas armas. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também foi convocada pelos senadores para detalhar o PNDH-3, mas parlamentares governistas conseguiram derrubar o requerimento. 

Outra proposta com forte reação contrária foi a de criar comissões de conciliação, que, em um primeiro momento, impediriam ações de reintegração de posse, no âmbito da Justiça, para o caso de invasões de áreas rurais e urbanas. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protestou. O próprio ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, declarou-se contrário à ideia.   

Estado laico – A Igreja Católica também repudiou duramente vários trechos do PNDH-3. Em especial a legalização do aborto, nele prevista. A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota rejeitando vários pontos do documento e deplorando a ideia de, em nome do Estado laico, dar fim à ostentação de símbolos religiosos em prédios da União, obrigando a remoção de crucifixos, imagens de santos e Bíblias. E assevera que o documento “descaracteriza a instituição familiar do matrimônio”. 

Várias controvérsias em relação ao programa do governo passam pela questão dos direitos civis. O PNDH-3 estabelece o objetivo de, por meio de campanhas e ações educativas, “desconstruir os estereótipos relativos aos profissionais do sexo”. E apresenta como meta a “desconstrução da heteronormatividade”, com objetivo de combater o preconceito contra homossexuais, garantindo assim o respeito à diversidade sexual. As chamadas “comunidades tradicionais”, que incluem grupos indígenas e quilombolas, são lembradas pelo documento, que defende de forma firme a manutenção de seus costumes. A promoção de direitos de crianças e adolescentes, assim como a de idosos e de pessoas com deficiência física e a de minorias étnicas também estão contempladas no PNDH-3, que consagra as chamadas ações afirmativas, para, por exemplo, garantir vagas nas universidades públicas a estudantes pobres e negros. 

Para os crentes, talvez as maiores preocupações estejam entre as diretrizes do documento no campo da religião. Todos esses pontos estão listados na Diretriz 10: Garantia de igualdade na diversidade. As intenções relacionadas à religião estão colocadas no Objetivo estratégico VI: Respeito às diferentes crenças, liberdade de culto e garantia de laicidade do Estado. Ao mesmo tempo que o texto original do PNDH-3 rejeita símbolos religiosos em órgãos públicos, defende o fomento, por meio de campanhas educativas, do respeito à diversidade religiosa. Chama a atenção o item “e”, a ser implementado pela SEDH, que prevê amplas pesquisas relacionadas à religião no país. Pelo que mostra o PNDH-3, o governo pretende ir um pouco além do que já vai ao colher informações sobre religião nos censos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quer saber, por exemplo, quantas pessoas realmente praticam as diversas religiões e quantos são somente adeptos nominais. Além disso, o governo demonstra interesse em saber o número de pessoas que já trocaram de religião. 

Os possíveis desdobramentos do PNDH-3, que deve ser implementado por meio de projetos de lei a serem enviados pelo governo ao Congresso Nacional – 28 já encaminhados –, têm levado os mais diversos setores da sociedade a debater assuntos que pareciam adormecidos. As igrejas evangélicas se mostram preocupadas em entender quais seriam os efeitos do programa em relação a um direito fundamental: a liberdade religiosa. No dia 24 de março – após o fechamento desta edição –, um seminário debateria o PNDH-3 na Câmara dos Deputados, em Brasília, com mais de 100 presidentes de denominações evangélicas. Organizado pela Frente Parlamentar Evangélica e pela Frente Parlamentar da Família e Apoio à Vida, o seminário contaria também com um representante da SEDH, que ficou de dar aos evangélicos explicações em relação às várias diretrizes do governo. 

“Em geral o programa tem muitas coisas óbvias, contra as quais ninguém é contra, mas há ali, embutida, uma visão muito ideológica da educação”, opina o bispo anglicano Robinson Cavalcanti. Para ele, o PNDH-3 não resulta de uma ação isolada do governo Lula ou do PT, mas de uma conjuntura política e cultural, que se insere em um plano maior. Cavalcanti lembra que o programa de direitos humanos de Lula dá continuidade a outros dois, do governo de Fernando Henrique Cardoso. “O PNDH-3 reflete uma ideologia internacional que domina o mundo hoje, que está na própria ONU, e os países cujas elites têm a mesma ideologia a subscrevem”, diz. Trata-se, explica, de uma agenda “secularizante e multiculturalista”, que ele classifica como um “fundamentalismo iluminista”, com epicentro na Inglaterra e nos Estados Unidos. 

O bispo afirma haver uma espécie de conflito cultural, cuja batalha não é travada no âmbito da política partidária, mas no eixo da opinião pública. “As audiências públicas que definem essas políticas são hegemoneizadas e capturadas por grupos organizados que não necessariamente refletem a opinião da sociedade”, avalia, lamentando o alheiamento dos cristãos, que, em geral, estão fora do espaço público de discussão e costumam vincular sua atuação política a interesses menores, imediatos, sem compromisso com suas convicções. Cavalcanti sublinha que o PNDH-3 carece de muitas leis regulamentadoras, o que levará todo o debate para o Congresso. 

Alguns deputados já se articulam com o objetivo de simplesmente sustar a eficácia do decreto presidencial. Assessora da Frente Parlamentar Evangélica, Damares Alves alerta que é preciso estudar o PNDH-3 com atenção, evitando o ímpeto de anulá-lo. Ela reconhece pontos positivos no projeto, mas aponta a necessidade de uma análise mais acurada. O Colégio de Bispos da Igreja Metodista do Brasil também elogiou o PNDH-3, mas fez ressalvas aos temas ligados à família, à sexualidade e à religiosidade. A íntegra do documento pode ser lida no site da Presidência da República (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D7037.htm).  

Valter Gonçalves Jr 

Fonte: http://cristianismohoje.com.br/ch/os-direitos-e-as-discordias

Cristianismo Hoje – http://cristianismohoje.com.br

III Fórum Liberdade de Imprensa e Democracia – SP, 01/06/2010

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http://portalimprensa.uol.com.br/forumliberdadedeimprensa 

Informações

Pelo terceiro ano consecutivo, a IMPRENSA Editorial realiza o Fórum Liberdade de Imprensa & Democracia, um espaço plural e aberto para o debate sobre a importância da liberdade de imprensa como garantia aos regimes democráticos. O objetivo é estimular um diálogo entre profissionais, entidades de representação, professores, estudantes de comunicação e sociedade civil acerca da liberdade de imprensa no Brasil, na América Latina e no mundo.

Data: 1º de junho de 2010
Local: São Paulo-SP

Contato – Assessoria de Imprensa
Gisele Sotto
Telefones: (11) 2117-5300 / 5311
e-mail: giselesotto@portalimprensa.com.br

Twitter
Siga o twitter do III Fórum Liberdade de Imprensa & Democracia.
http://twitter.com/forum_liberdade

Participação gratuita – Vagas limitadas – Mediante inscrição até 30/05  

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Programação

No III Fórum Liberdade de Imprensa & Democracia, a IMPRENSA Editorial propõe um espaço de convergência dos diversos agentes que garantem, estimulam e discutem a liberdade de imprensa no Brasil, na América Latina e no mundo.

Realização: IMPRENSA Editorial
Data: 1º de junho de 2010
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso
Teatro do SESI – São Paulo
Av. Paulista, 1.313
Cerqueira César 

PROGRAMAÇÃO

Credenciamento dos participantes: das 8h30 às 9h30
Duração prevista do fórum: das 9h30 às 18h

• Conferência de Abertura

• Painel I
“Diálogos sobre a liberdade: múltiplas vozes, um propósito”
 
• Painel II
“É proibido anunciar: livre mercado, livre pensamento, jornalismo livre”

• Painel III
“O direito à informação como fundamento da cidadania: avanços e recuos”

• Conferência de Encerramento

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Palestrantes

Ariel Palacios
Correspondente internacional
O Estado de S. Paulo
Carlos D. Mesa Gisbert
Presidente (ex-presidente da Bolívia)
Fundación Comunidad
Claudio Santos
Diretor Geral de Mercado Nacional
RBS Zero Hora
Demi Getschko
Diretor-presidente
NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação)
Edney G. Narchi
Vice-presidente executivo
CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária)
Eleno Mendonça
Diretor de Comunicação e Relações Governamentais
DPZ Propaganda
Fernão Lara Mesquita
Conselheiro e Acionista
O Estado de S. Paulo
Ricardo Viveiros
Jornalista e Assessor da Presidência
FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)
Roberto Muylaert
Presidente
ANER (Associação Nacional dos Editores de Revistas)
Sérgio Dávila
Editor-executivo
Folha de S.Paulo

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Notícias

26/05/2010 – A questão da liberdade de imprensa na Bolívia pela visão de seu ex-presidente, Carlos Mesa 

25/05/2010 – Esta é a última semana para você se inscrever e garantir sua presença na discussão sobre a liberdade de imprensa

21/05/2010 – Atuando como jornalistas e autores, Roberto Muylaert e Ricardo Viveiros vivenciaram a liberdade de imprensa na redação e em plena guerra 

19/05/2010 – Com vivências distintas em relação à liberdade de imprensa, Adísia Sá e Eleno Mendonça contribuem para a discussão do fórum

13/05/2010 – Claudio Santos, Demi Getschko e Edney G. Narchi são os painelistas já confirmados para o Fórum Liberdade de Imprensa

10/05/2010 – Ariel Palacios, Sérgio Dávila e Fernão Lara Mesquita relatam suas experiências em relação à censura

03/05/2010 – Discussão do fórum tem início no Dia da Liberdade de Imprensa 

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Fonte: http://portalimprensa.uol.com.br/forumliberdadedeimprensa

Portal Imprensa – http://www.portalimprensa.com.br

Movimentos sociais divulgam declaração contra PNDH-3

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CN, Segunda-feira, 15 de março de 2010, 18h34

Movimentos sociais divulgam declaração contra PNDH-3

Da Redação, com agências

 

Movimentos sociais em defesa da vida, de todo o Brasil, reunidos em Brasília (DF) neste final de semana, divulgaram uma declaração sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), onde manifestam seu repúdio ao programa que, dentre outras coisas, quer legalizar o aborto no Brasil.

De acordo com os representantes dos movimentos sociais, além do aborto, o PNDH-3 promove a distorção do conceito de família, a limitação da liberdade de imprensa e a proibição de expor símbolos religiosos em órgãos públicos.

A declaração, afirma ainda, que o Programa Nacional é autoritário e representa a desconstrução da democracia brasileira. O texto encerra com um pedido ao presidente Lula e ao Congresso Nacional para revogarem o decreto que aprova o PNDH-3.

Leia a declaração na íntegra

Declaração dos movimentos sociais que participaram do VI Encontro Nacional dos Movimentos em Defesa da Vida sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)

Os movimentos sociais em Defesa da Vida de todo o Brasil, reunidos entre os dias 12 a 14 de março de 2010, em Brasília (DF), para discutirem a atual conjuntura político-sócio-cultural no tocante à valorização da vida humana, decidiram em assembléia plenária emitir a seguinte declaração sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3):

1.O PNDH-3 é um Programa que fere o direito fundamental de todo cidadão, ou seja, o direito de nascer. Isso acontece porque o PNDH-3 deseja legalizar totalmente o aborto no Brasil. Só por isso o PNDH-3 já deveria ser rejeitado.

2.Além disso, o PNDH-3 traz outras ameaças à vida, das quais citamos:
a)Constituição de uma “Comissão da Verdade”, a qual poderá investigar, sem prévia denúncia, a vida privada do cidadão. A implantação dessa comissão representa uma invasão direta do Estado na vida dos cidadãos e, por conseguinte, a limitação e até mesmo o fim da liberdade individual.
b)Proibição da exposição pública de símbolos religiosos. Essa proibição representa uma grave limitação da liberdade religiosa, garantida pela Constituição, e também da liberdade de expressão do indivíduo, desprezando os valores históricos e culturais do país.
c)Limitação à liberdade de imprensa, à propriedade privada e à autonomia do Judiciário.
d)Distorção do conceito de família por meio do reconhecimento da união civil de pessoas do mesmo sexo, com direito à adoção de crianças.
e)Ataque à proteção da família e à dignidade da pessoa humana por meio da profissionalização da prostituição.

3.Pelo que foi exposto, afirmamos que o PNDH-3 é um Programa autoritário e representa a desconstrução da democracia brasileira em direção ao Estado totalitário, usurpador dos direitos inalienáveis de todos os cidadãos.

4.Afirmamos a total e plena rejeição ao PNDH-3.

5.Solicitamos que o Presidente da República, o Secretário Nacional de Direitos Humanos, a Câmara dos Deputados, o Senado Federal e as demais autoridades competentes revoguem imediatamente o Decreto 7037/2009, que aprova o PNDH-3 e, a partir desse ato, reafirmem, juntamente com a sociedade civil brasileira, políticas de direitos humanos que valorizem a vida e a dignidade da pessoa humana.

Brasília-DF, 14 de março de 2010.

Assinam essa Declaração:

Apostolado da Divina Misericórdia em Defesa da Vida
Associação Casa Mãe
Associação Cultural Brasil pela Vida
Associação de Apoio ao Ser Humano e à Família (ABRACE)
Associação Direito de Nascer
Associação Mulheres Mineiras em Ação
Associação Nacional de Mulheres pela Vida
Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família (PROVIDAFAMÍLIA)
Associação Nascer é um Direito
Associação Vida Humana
Associação Vida Plena
Centro de Ajuda à Mulher
Comissão de Defesa da Vida (São José dos Campos-SP)
Comissão de Promoção e Defesa da Vida (Rio de Janeiro-RJ)
Comissão em Defesa da Vida (Belém-PA)
Comissão em Defesa da Vida (Guarulhos-SP)
Comissão em Defesa da Vida (Santo André-SP)
Comissão em Defesa da Vida (São Bento do Sapucaí-SP)
Comissão Regional em Defesa da Vida (Regional Sul 1 da CNBB)
Comunhão e Libertação
Comunidade Família de Nazaré
Federação dos Movimentos de Defesa da Vida (FEMOV)
Fórum de Defesa da Vida
Frente Nacional de Defesa da Vida
Grupo Pró-Vida do Seminário Maior de Brasília
Instituto Eu Defendo
Movimento de Cidadania de Defesa da Vida
Movimento Legislação e Vida
Movimento Nacional Brasil sem Aborto
Pró-Vida de Anápolis
Rede Nacional em Defesa da Vida
União Nacional para a Promoção e Defesa da Família (PRODEF)

Acesse os documentos
.: Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)
.: Nota de esclarecimento da Sedh sobre o PNDH-3
.: CNBB pede mais diálogo sobre Programa Nacional de Direitos Humanos
.: Bispos rejeitam 3º Programa Nacional de Direitos Humanos
 .: Magistrados são contra o Programa Nacional de Direitos Humanos

Leia mais
.: Programa de Direitos Humanos exige mais diálogo, dizem estudiosos
.: Programa de Direitos Humanos é “desumano”, afirma jurista
.:
Bispos rejeitam 3º Programa Nacional de Direitos Humanos
.: Direitos Humanos: cariocas se manifestam contra Programa do governo
.: Aborto será modificado no texto do Programa de Direitos Humanos
.: Programa de Direitos Humanos exige mais diálogo, dizem estudiosos
.: Programa de Direitos Humanos é “desumano”, afirma jurista 

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Tags: pndh direitos humanos CNBB símbolos religiosos noticias cancaonova Canção Nova

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Saiba mais sobre o PNDH-3, e REAJA

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12/3: Dia Mundial contra a Cyber Censura

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Contra a ciber-censura. Pela livre expressão online.

Contra a ciber-censura. Pela livre expressão online.

Dia Mundial contra a Cyber Censura

A ONG internacional Repórteres sem fronteiras (RSF), que tem como motivo principal de existência a defesa da liberdade de imprensa, celebrará no próximo dia 12 o Dia Mundial contra a Cyber Censura. A ideia de um evento como esse é a de aglutinar forças para defender a Internet  enquanto espaço de comunicação livre e acessível à todos, enquanto força para a liberdade. E, também, de chamar a atenção para o perigo que representa os governos que tentam exercer alguma forma de controle e/ou censura sobre este espaço.

Durante o evento, a RSF irá publicar a lista mais recente dos “inimigos da Internet”, uma lista de países que restringem o acesso à rede e/ou perseguem seus usuários. Dentre eles estão Irã, China, Arábia Saudita, Vietnã e Tunísia. Também será realizada, com o apoio do Google, uma cerimônia de premiação entre os dias 7 e 11 de março na sede da empresa em Paris. Nesta cerimônia será entregue o “Netizen Prize” para um internauta, blogueiro ou cyber-dissidente que tenha feito alguma contribuição notável para a defesa da liberdade de expressão na rede.

Para quem quiser apoiar a campanha a RSF criou uma logotipo que pode ser adicionada ao seu blogue, site ou na assinatura do seu email. Acesse a página da campanha e contribua com essa luta: Dia Mundial contra a Cyber Censura.

Escrito por Aracele Torres em 9 março 2010

Fonte: http://www.trezentos.blog.br/?p=4312 

Links relacionados:

Português: Global: Dia Mundial Contra a Cyber Censura | English: Global: World Day Against Cyber Censorship | Español: Global: Día Mundial contra la Ciber Censura | Français: La Journée mondiale contre la cyber-censure (Global Voices Online)

Autores do Global Voices falam contra a Censura | Global Voices Authors Speak Out Against Censorship (Global Voices Online)

12 de março – Dia mundial contra a cyber censura (Mega Não)

O Dia Mundial contra a Cyber Censura (Mega NãoTrezentos)

Matérias sobre o Fórum Democracia e Liberdade de Expressão – Instituto Millenium

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Abaixo, série de artigos, vídeos e reportagens sobre o 1o Fórum Democracia e Liberdade de Expressão (FDLE) e assuntos relacionados, reunidos no site do Instituto Millenium.

A lista inclui também matérias que atacam o FDLE, geralmente de autoria de organizações esquerdistas defensoras do “controle social” (eufemismo para censura governamental) dos meios de comunicação.

Postagens recentes de Cristina Camargo (seções: Liberdades Individuais e outras):

Postagens recentes do Instituto Millenium:

Fonte: Instituto Millenium

http://twitter.com/InstMillenium 

http://www.imil.org.br/blog/

http://www.imil.org.br 

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Atualização 15/03/10:

Mais links adicionados:

Últimos artigos do autor Cristina Camargo

Últimos artigos do autor Instituto Millenium

Fonte: Instituto Millenium

http://twitter.com/InstMillenium 

http://www.imil.org.br/blog/

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