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PNDH-3: Um golpe em andamento

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Revista Veja, edição 2147, 13 de janeiro de 2010.

Direitos humanos: Um golpe em andamento 

Brasil

Coisa de maluco

Ai, ai… Um decreto do governo defende a censura à imprensa e ataca o direito de propriedade. Pelo jeito, eles não desistem

Rodrigo Paiva/ Folha Imagem
DESUMANO
O secretário Paulo Vannuchi, ex-militante de
organização terrorista e artífice do decreto:
se não foi com revólver, vai com caneta

 

Era pior do que parecia – e a aparência já não era nada boa. Em dezembro, o Decreto dos Direitos Humanos, gestado pelo secretário especial de Direitos Humanos, o ex-terrorista de esquerda Paulo Vannuchi, provocou uma crise nas Forças Armadas ao propor a revisão da Lei da Anistia e a punição dos militares que cometeram crime de tortura durante o regime ditatorial. O surto de revanchismo constrangeu até o presidente Lula – obrigado a dizer que havia assinado o documento sem lê-lo. A afirmação do presidente fica tanto mais surpreendente agora, quando se revela a amazônica extensão do decreto cuja parte mais relevante ainda deve ser votada no Congresso. É praticamente uma revogação da Constituição Federal na garantia dos direitos democráticos mais básicos. Ao longo de 73 páginas eivadas de vociferações ideológicas e ataques ao “neoliberalismo” e ao agronegócio, o documento volta a propor o controle da imprensa, a prática de referendos e outras práticas de “democracia direta”, e a criação de leis que protegem invasores de terra em detrimento de suas vítimas. Nos três casos, fica claro que a preocupação com os “direitos humanos” figura no documento muito menos como propósito do que como pretexto para tentar fazer descer goela abaixo da sociedade propostas que o governo já tentou impingir-lhe de outras formas, sem sucesso.

Além de propor punições, que vão de multa à cassação de outorgas, a veículos de comunicação que publiquem informações consideradas contrárias aos direitos humanos, o decreto prevê um “acompanhamento editorial” das publicações de modo a elaborar um ranking de veículos que mais respeitam ou violam os ditos direitos (da forma como eles são compreendidos pelo governo, evidentemente). Em relação à questão agrária, as medidas que o Executivo pretende aprovar no Congresso não são menos estarrecedoras: o governo quer a “priorização” de “audiências públicas” entre fazendeiros e sem-terra antes que a Justiça conceda liminares no caso de invasões. Se houver mandado de reintegração de posse, o decreto sugere, candidamente, que o cumprimento da ordem seja “regulamentado”. Como liminares constituem, por definição, medidas urgentes que se destinam a evitar prejuízos e ordem judicial é para ser cumprida e não regulamentada, resta evidente que o decreto visa a proteger os invasores e obstruir o acesso dos fazendeiros à Justiça.

O decreto produzido pelo ex-terrorista de esquerda Vannuchi – com a colaboração dos ministros Tarso Genro, da Justiça, e Franklin Martins, da Comunicação Social, sempre eles – não se limita, porém, a lançar ideias sobre como censurar a imprensa, extinguir o direito à propriedade e emular o sistema chavista de “consultas populares” como forma de neutralizar os poderes da República. Numa espécie de samba do petista doido, ele dispõe ainda sobre assuntos que vão do apoio às organizações de catadores de materiais recicláveis à mudança de nomes de ruas e prédios públicos – aqueles que não estiverem de acordo com o gosto dos bolcheviques que ora habitam o Planalto, claro.

Na juventude, o secretário Vannuchi tentou transformar o Brasil em uma ditadura comunista por meio da guerrilha – ele foi militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), organização terrorista esquerdista. Agora, no crepúsculo da vida, tenta fazê-lo à base de canetadas. De uma forma e de outra, o ex-terrorista de esquerda Vannuchi entrou para a história pela porta dos fundos. Seu decreto é como achar que se pode matar inocentes em nome de uma causa política: coisa de maluco.

Fonte: http://veja.abril.com.br/130110/coisa-maluco-p-064.shtml

2 Respostas

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  1. Esse Secretário Vannuchi de mãos dadas com todos os comunistas Dirceu, Dilma e etc. (a lista é longa), que frustados por não terem conseguido implantar uma ditadura comunista no Brasil resolveu, agora, atucanar as nossas cabeças com esse MACABRO decreto. Que cabeças de mente doentia. Hospital psiquiatrico ou choque elétrico neles para acordarem para a realidade que não comporta mais sdubstituir um regime democrático por um comunista. Aqui não é uma ilha!… Aqui é um continente – grande, povoado de cabeças retrógadas.

    Victória

    janeiro 24, 2010 at 12:46 am

  2. E desde quando “Consulta Popular” é sistema chavista? Então, a Europa inteira – com destaque para Finlândia, Holanda, Suécia, Noruega… – “neutralizam os 3 poderes” por meio da participação direta da (argh) população…

    Rafael

    janeiro 24, 2010 at 11:33 pm


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