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CONFECOM: totalitarismo beirando o ridículo

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Abaixo, trechos de artigos mostrando algumas das propostas ditatoriais – e até mesmo ridículas – apresentadas por grupos autoritários e amantes da censura para a CONFECOM (Conferência Nacional de Comunicação), realizada em dezembro/2009:

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Em dezembro, sob o patrocínio do governo, com verba pública, Franklin Martins reúne a esquerdalha numa tal Confecom – 1ª Conferência Nacional de Comunicação. As grandes empresas, inicialmente, haviam aceitado participar. Perceberam que estavam a coonestar um daqueles delírios do dirigismo.

A pauta da turma é uma só, a mesma que orientou o casal Kirchner: como fazer para “desconcentrar” a propriedade dos meios de comunicação. Entenda-se por “desconcentração” a cassação de licença de emissoras que eles não consideram “amigas” e a concessão de licenças para os “amigos”.

“MAS, AFINAL, O QUE ELES QUEREM? DITADURA, ORA ESSA!!!” , de Reinaldo Azevedo – http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/mas-afinal-o-que-eles-querem-ditadura-ora-essa

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Na tal Confecom, governo, entidades da sociedade civil e ONGs nada mais são do que faces distintas de um partido. Vamos lembrar a lição: o lulo-petismo não segue os passos de Chávez não porque não queira, mas porque não pode. As instituições, por enquanto ao menos, não permitem. Isso não quer dizer que essa gente não tente permanentemente solapar as regras da democracia e do estado de direito. É o que chamo de bolivarianismo light.
O governo Lula tentou, por meio do sindicalismo laranja, criar o tal Conselho Federal de Jornalismo — que, na prática, funcionaria como um Conselho de Censura do Petismo. Deu com os burros n’água. Aí Franklin Martins decidiu criar a Lula News, que prometia revolucionar o jornalismo. Deve ser o traço mais caro da TV mundial. Verba publicitária do governo e de estatais é usada de modo descarado, acintoso, para financiar o subjornalismo amigo — e até blogs que optam pela delinqüência descarada. Ongueiros que mal disfarçam o viés partidário tentam criar limites crescentes à publicidade das empresas privadas. Já há gente querendo proibir propaganda de biscoito. Todo esforço, em suma, é feito para pôr a corda no pescoço das empresas de comunicação.
(…) E a pauta dessa gente é uma só: o tal “controle social dos meios de comunicação”. Na prática, isso significa submeter a comunicação a um comitê de representantes do “povo”. Como o “povo” é uma entidade abstrata, sem endereço, sindicalistas e ongueiros se oferecem para representá-lo: “O povo somos nós”. As propostas autoritárias veiculadas em seus fóruns de debate vão assumindo as mais diversas tonalidades do autoritarismo: da revisão das concessões de TV, passando pela criação de um fundo para financiar empresas públicas de comunicação, chegando a um comitê censor, há loucura para todos tamanhos de camisa-de-força.
“NÃO HÁ DIÁLOGO POSSÍVEL COM OS INIMIGOS DA LIBERDADE DE IMPRENSA”, de Reinaldo Azevedo – http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/nao-ha-dialogo-possivel-com-os-inimigos-da-liberdade-de-imprensa

 

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Mas o fato é que eu quero que você fique assustado – muito assustado. Então, para o seu masoquismo de plantão, sugiro que leia este documento do PT (sim, o PT foi “linkado” no site da Dicta…) e medite sobre o seguinte trecho, em que determina-se o que será feito com as empresas de comunicação a respeito das tais “politicas afirmativas” . Um detalhe: isto não é previsto para ser dito em um comício petista, mas sim na CONFECOM, a Conferência Nacional de Comunicação, a ocorrer entre os dias 1 a 3 de dezembro de 2010:

6 – Políticas afirmativas

Propostas:

a) Garantir concessões para comunidades tradicionais, com recorte para a matriz africana;

b) Garantir paridade racial de gênero na publicidade;

c) Garantir percentual – nos sistemas público, privado e estatal – para programas que tratem da História da África e da população de origem africana no Brasil, considerando a Lei 10.639.;

d) Garantir a participação do movimento negro organizado no Conselho de Comunicação Social e demais órgãos de regulação.;

e) Garantir política específica de inclusão digital para as comunidades tradicionais;

f) Criar penalidade específica para combater o racismo nos meios de comunicação;

g) Propor a inclusão, no ensino público, de matérias sobre a educação para a mídia;

h) Debater o papel da mídia na construção social da imagem das mulheres

Como bem disse Diogo Costa, do Ordem Livre, o assustador neste documento é o fato de que palavras como “democracia” e “pluralidade” são eufemismos para uma outra palavra: censura. Discordo de seu artigo apenas em um ponto: Diogo acredita que se trata de uma medida que incentiva o autoritarismo. É mais do que isso: o que os políticos do nosso tempo querem – não só os do PT, mas também os da Inglaterra, do restante da Europa e nos EUA de Obamis – é sedimentar o totalitarismo cultural, que é apenas um passo para o político.

E o pior é que conseguiram. A primeira prova de que todos nós vivemos em uma sociedade totalitária em termos culturais é a apatia que se vê no semblante de cada indivíduo e, principalmente, a entropia que domina em todas as relações humanas, das sociais até as pessoais.

Alguém duvida disso? Então por que ninguém bota a boca no trombone sobre as resoluções petistas da CONFECOM ou sobre as medidas policialescas na Inglaterra, salvo as exceções de praxe?

Porque o Grande Irmão nos venceu pelo cansaço, só isso. Aceitamos isso tudo porque queremos, antes de tudo, uma vida relativamente tranqüila.

A nossa situação aqui no Brasil está mais para terminar com um suspiro do que com um estrondo, parafraseando os homens ocos de Eliot. A apatia é a nossa instituição favorita.

Por favor, o último que sair apague as luzes.

“O grande irmão agradece”, de Martim Vasques da Cunha – http://www.dicta.com.br/o-grande-irmao-agradece

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Eu estava inscrito no Tema II: Meios de Distribuição, interessado que sou na radiodifusão livre. Mas fui me decepcionando aos poucos ao perceber que estavam ali apenas passando a limpo as propostas das entidades: CUT e Intervozes principalmente. Surgiu uma polêmica sobre uma proposta apresentada pelo Movimento GLBT de “garantir a laicidade no processo de outorga”. A discussão primeira é óbvia: a redação é clara? Que significa isso? Que igreja não pode ter meio de comunicação? Ou que o processo não pode preterir ou beneficiar uma determinada confissão? Pedi a palavra para dizer que: não, o texto não é claro; que o provável sentido desejado (proibição total) é irreal, vai encontrar uma barreira, mas que poderia-se propor um limite percentual em relação ao total de canais para conteúdo/propriedade religiosos, assim como para qualquer setor da sociedade. E afinal, por que banir igrejas? As outras emissoras também não teriam um viés? “Vamos tomar o lado da Globo?”, eu poderia ter dito. Enfim, seguiu a proposta original, com um acréscimo boboca de “garantir a pluralidade bla-bla-bla”. E assim foi, mudando uma vírgula aqui, outra ali.

“A Confecom-DF e Eu”, de Leonardo Afonso, CMI – http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/11/459087.shtml 

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Lula tem de parar de alisar os cabelos. Em 14 de dezembro, ele inaugurará a Confecom. Por extenso: Conferência Nacional de Comunicação. Uma das propostas encaminhadas à Confecom pelo Conselho Federal de Psicologia é proibir a propaganda com pessoas de cabelos alisados, com o argumento de que ela pode causar “transtornos de toda ordem”, comprometendo “a integridade física e psicológica” de quem a assiste. O que dizer de Lula? O que dizer de seu cabeleireiro Wanderley?

A Confecom é igual à Ancinav. Ela é igual também ao CFJ. A cada dois anos, o “subperonismo lulista” cria uma sigla para controlar a imprensa. Atacando em duas frentes: editorial e comercial. Inicialmente, as empresas do setor concordaram em participar da Confecom. Depois, elas se deram conta da armadilha preparada por Franklin Martins e pularam fora. Só restaram entidades como CUT, Abragay e Conselho Federal de Psicologia. Que, além de proibir a propaganda com pessoas de cabelos alisados, recomenda proibir igualmente a propaganda de carros, porque “o estímulo ao transporte individual ofusca as lutas por um transporte público de qualidade” e aumenta “o número de mortes em acidentes de trânsito”.

“Porky’s contra a liberdade”, de Diogo Mainardi – http://veja.abril.com.br/181109/porkys-contra-liberdade-p-194.shtml 

Liberdade de Expressãohttp://liberdadedeexpressao.multiply.com

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MAIS:

Links relacioonados:

Para entender a CONFECOM – por Nivaldo Cordeiro – http://liberdadedeexpressao.multiply.com/journal/item/440 

Confecom e o “controle social da mídia” (ie: censura) – https://liberdadeexpressao.wordpress.com/2009/12/20/confecom-e-o-controle-social-da-midia-ie-censura

A IMPRENSA PÕE A CORDA À VOLTA DO PRÓPRIO PESCOÇO – http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-imprensa-poe-a-corda-a-volta-do-proprio-pescoco

Mídia social, patrulhamento ideológico, visão de futuro e infografia animada: a semana no Webmanario – http://webmanario.wordpress.com/2009/12/20/midia-social-patrulhamento-ideologico-visao-de-futuro-e-infografia-animada-a-semana-no-webmanario

Uma aberração chamada Confecom – http://webmanario.wordpress.com/2009/12/17/uma-aberracao-chamada-confecom

A incansável luta contra a Liberdade de Expressão – http://www.imil.org.br/blog/incansavel-luta-contra-a-liberdade-de-expressao

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