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Arquivo para maio 2010

Marco Civil pode colocar em risco privacidade dos usuários de internet

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Jornal de Santa Catarina – 29/05/2010 | N° 11951

REGRAS DA REDE

Anonimato em jogo

Marco civil da internet que servirá de base para decisões judiciais recebe sugestões até domingo à noite

SÃO PAULO – Os internautas do Brasil têm até domingo para participar da discussão que estabelecerá os seus direitos e deveres na rede. Em jogo estão as diretrizes para pontos como anonimato, neutralidade e acesso à web (saiba como participar no quadro). O texto, que deve ser encaminhado ao Congresso até 30 de junho, será base para decisões judiciais envolvendo o uso da rede.

– O marco civil vai servir para que haja uma camada intermediária entre as normas que existem hoje e a internet, para que o direito converse com a internet de uma forma que não a prejudique – explica o gestor do projeto no Ministério da Justiça, Paulo Rená.

– Como guia, esse marco deve orientar toda a regulamentação que virá a seguir. O que é importante é isso, você ter um Norte a que todas as regulamentações seguintes devem obedecer – acrescenta o gerente do escritório W3C no Brasil, Vagner Diniz.

O projeto começou a ser discutido pela sociedade em 29 de outubro, quando o primeiro texto foi publicado para comentários no site. A etapa, encerrada em 17 de dezembro de 2009, levantava as questões principais do projeto. Agora, dividido em artigos, o texto ganha forma de lei. Entre os artigos mais polêmicos estão os que dizem respeito à privacidade dos internautas.

– Atualmente, não há garantia no Brasil de privacidade. Alguns juízes entendem que a mera solicitação da polícia permite que o provedor entregue os dados do usuário para a autoridade policial. O marco civil é contrário a isso – explica Ronaldo Lemos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV.

Os pontos mais polêmicos
Conexão anônima
- O que é: todo computador tem um número (chamado de IP) que o identifica quando ele se conecta à internet. O anonimato na rede envolve não vincular a pessoa ao IP.
- Como é hoje: fica a cargo dos provedores pedir ou não para os usuários se identificarem
- A proposta: os números de IP continuarão sendo guardados por seis meses e a privacidade, garantida, exceto por ordem judicial
Registros de acesso
- O que é: os sites por onde o usuário passou são armazenados pelo provedor
- Como é hoje: não há uma norma para os provedores. Cabe a eles a decisão de guardar ou não os dados do usuário e por quanto tempo
- A proposta: os dados serão guardados por seis meses, mas somente se autorizado pelo usuário. Os registros de navegação somente serão entregues com ordem judicial
Remoção de conteúdo
- O que é: certos conteúdos na internet não são produzidos pelo provedor. Comentários em blogs são o melhor exemplo disso.
- Como é hoje: não há regras sobre o caso, abrindo margem para responsabilização do provedor junto com quem produziu o conteúdo.
- A proposta: o provedor só será responsável quando descumprir uma ordem judicial
Como participar
- Acesse culturadigital.br/marcocivil até a meia-noite de domingo

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Fonte: http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,180,2919490,14787

Marco Civil da web: como disciplinar sem censurar?

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Matéria da Veja:

Internet

Marco Civil da web: como disciplinar sem censurar?

14 de maio de 2010

Por Rafael Sbarai e Renata Honorato

 (Foto: Getty Images)
 
O Brasil está às voltas com uma daquelas questões que requerem vigilância máxima: a criação de um Marco Civil da internet. Apresentado à sociedade em outubro pelo Ministério da Justiça, com colaboração da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a proposta de projeto de lei pretende estabelecer regras para a web brasileira, prevendo direitos e deveres de cidadãos, provedores de acesso e governo em relação às atividades realizadas na rede. Até o dia 23, o rascunho de lei receberá sugestões de todos os brasileiros via web; em junho, o texto do governo, acrescido de eventuais alterações, seguirá para votação no Congresso. Nas próximas semanas, VEJA.com publicará uma série de reportagens sobre os pontos mais polêmicos da empreitada. O primeiro tema é o da liberdade de expressão - e o risco de que sejam criados mecanismos para cerceá-la. Confira como algumas nações tratam a questão
 

O texto original do governo federal defendia a possibilidade de remoção de conteúdos sem a necessidade de uma ação judicial. Na prática, funcionaria assim: qualquer um que se sentisse prejudicado por um comentário publicado em site ou blog acionaria o provedor que hospeda aquela página pedindo a retirada do texto indesejado da rede. De quebra, mandaria pelos ares a liberdade de expressão. Um dos redatores do anteprojeto, o advogado Ronaldo Lemos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV, alega que o objetivo da proposta era promover um diálogo direto entre o usuário supostamente prejudicado e o provedor, sem intermediação da Justiça. A ideia, contudo, se choca com o ideal e também com a prática de liberdade de opinião, que prega que cada indivíduo tem o direito sagrado de dizer o que bem entender, contanto que assuma eventuais consequências da posição tomada. “O conteúdo da internet precisa ser livre para que as pessoas tenham a oportunidade de se expressar”, lembra o advogado especialista em propriedade intelectual Paulo Parente.

Depois da gritaria virtual - foram 30.000 visitas à página do Marco Civil na web e 1.700 observações ao texto -, o mecanismo de controle foi retirado do projeto. Iniciou-se, então, a segunda fase de consulta pública, em abril. “A atual redação é mais forte no sentido de proteger o conteúdo publicado, já que diz que o provedor não precisa remover qualquer material sem ordem judicial”, diz Lemos, defendendo nova posição. Parente concorda com a alteração do artigo: “Deve haver um contraditório: uma pessoa não pode simplesmente solicitar a remoção de um conteúdo e ser atendida pelo provedor. Isso seria censura: é como se fôssemos na contramão do fortalecimento da democracia.”

Apesar de o projeto dar um passo adiante, permanece embutido nele uma tradição brasileira de manter algum tipo de controle de opinião. Ou seja: embora a publicação de qualquer conteúdo esteja salvaguardada pela Constituição, o que afasta a censura prévia, a Justiça mantém a prerrogativa de determinar a retirada de textos, fotos, vídeos e outras formas de expressão da rede - o que configura um tipo de controle posterior. Se aprovado nos termos atuais, portanto, o Marco Civil formalizará para o ambiente virtual o que já é assegurado no mundo físico pelo Código Civil. Atualmente, a lei brasileira permite que qualquer conteúdo seja retirado de circulação mediante uma ação judicial. Do mundo físico, a prática tem sido levada para o universo virtual.

Exemplos recentes são notórios. Em 2007, 11.000 exemplares do livro Roberto Carlos em Detalhes, do historiador Paulo César de Araújo, foram recolhidos das livrarias porque o biografado recorreu à Justiça. A defesa do cantor alegou prejuízos aos direitos de personalidade. No mesmo ano, a apresentadora Daniella Cicarelli também foi aos tribunais para “deletar” do site de compartilhamentos YouTube um vídeo em que trocava carícias com o namorado numa praia na Espanha. A decisão do juiz Lincon Antônio Andrade de Moura, da 23ª Vara Cível de São Paulo, foi surpreendente: bloqueio parcial do YouTube no Brasil, até que as imagens fossem retiradas do ar. Cicarelli acusou violação de privacidade e de direito de imagem.

Nos dois casos, os pleitos recorriam, entre outros, ao artigo 5º da Constituição, que trata dos direitos da pessoa. No inciso X, diz o texto: “São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.” Frise-se: cabe indenização pelo dano. Mas é o artigo 20 do Código Civil que ampara decisões como as que favoreceram Roberto Carlos e Cicarelli: “(…) a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade (…).” A limitação chama tanto a atenção que está em discussão no Congresso sua alteração, que derrubaria ao menos o direito de personalidades públicas proibirem a circulação de biografias a seu respeito. “A internet no país não tem regras. Isso tem levado a uma tendência de criminalização de ações triviais na rede: na ausência de leis, juízes têm optado pela censura e pela filtragem como caminho de decisões”, diz Lemos.

O viés restritivo dessa tradição legal brasileira fica mais evidente quando visto de um ponto de vista estrangeiro. Por exemplo, o relatório Government Requests, elaborado pelo gigante de buscas Google. O documento registra solicitações feitas por órgãos de governo e da Justiça em busca de informações sobre usuários de serviços como Orkut e YouTube, ambos do Google, bem como a remoção de conteúdos que, no entender das autoridades, apresentam violações como difamação, invasão de privacidade ou calúnia. Entre 42 nações, o Brasil apareceu no ranking de abril em primeiro lugar, com 3.663 solicitações de dados de usuários e 291 pedidos que pleiteavam a remoção de conteúdos - o levantamento exclui a China, onde tais dados são considerados segredo de estado. Cabe ressaltar que são justamente as peculiaridades de cada país que colocam cada nação em maior ou menos evidencia na lista. No Brasil, a Justiça de fato tem poder para excluir material da web. Nos Estados Unidos, o artigo 230 do Communications Decency Act (CDA), lei que estabelece responsabilidade na rede, proíbe tal prática em casos de difamação, calúnia ou invasão de privacidade. Nessas situações, cabe apenas punição financeira. Na Alemanha, uma lei proíbe a publicação de conteúdos alusivos ao nazismo - o que fez o país despontar em segundo na lista.

O diretor jurídico do Google, David Drummond, afirma que o relatório pretende “lançar luz sobre a escala e a amplitude das iniciativas de censura tomadas pelos governos ao redor do globo”. O documento tem, sem dúvida, boas intenções. Mas com ele o Google busca também lustrar sua própria imagem, mostrando que a empresa atua contra abusos. Nos últimos anos, ela vem sofrendo pressões por conta dos problemas apresentados por alguns de seus serviços. É o caso do Street View, serviço integrado ao Google Maps que exibe na web fotos de ruas de algumas cidades do planeta. Desde sua criação, em 2007, a ferramenta é acusada de invadir a privacidade, à medida que mostra pessoas, carros e construções. Por conta disso, o Google passou a distorcer digitalmente imagens que poderiam levar à identificação de pessoas e veículos. A pressão aumentou com o lançamento do Buzz, em fevereiro, que integra redes sociais ao serviço de e-mails Gmail. O produto apresentou falhas de confidencialidade, divulgando listas de contato pessoais ao público geral.

Se o Marco Civil for de fato aprovado nos atuais termos, provedores como o Google serão beneficiados. “O provedor de serviço passa a não ter mais responsabilidades pela postagem dos usuários”, diz o advogado Marcel Leonardi, professor de direito e internet da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Isso impediria, por exemplo, que o YouTube fosse retirado do ar novamente caso Cicarelli voltasse a namorar em público, ao alcance de uma câmera indiscreta. A eventual punição recairia sobre o responsável pelas imagens. E as próprias cenas, como já acontece hoje, poderiam ser removidas. Muitos no Brasil consideram que a palavra censura é forte demais para casos como esse, em que a remoção do conteúdo é posterior. Mas, seja qual for a palavra usada, trata-se de uma restrição à liberdade de expressão - de um tipo que não acontece, por exemplo, nos Estados Unidos, país que há muito tempo decidiu que esse é um pilar tão fundamental da democracia que nada pode miná-lo. 

  

Todas as notícias de Ciência e tecnologia

VEJA TAMBÉM
 Internet: “Censura 2.0″ faz frente ao avanço das redes sociais
Em VEJA de 1/7/2009: Como o povo iraniano tem conseguido burlar o arsenal tecnológico dos aiatolás para bloquear o seu acesso à rede  
 Vida em Rede: Como a web muda o comportamento humano Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/marco-civil-web-como-disciplinar-censurar-559914.shtml 

* * *

MAIS:

Marco Civil da Internet: Minuta e debate -http://culturadigital.br/marcocivil/debate/ 

Notícias: http://culturadigital.br/marcocivil/noticias 

Liberdade de Expressão II – http://liberdadeexpressao.wordpress.com

Marco Civil: Diga não à Censura na Internet

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Crítica de Jorge Serrão ao Marco Civil da Internet:

domingo, 23 de maio de 2010

Diga não à Censura na Internet

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão
 
O Brasil adora inventar leis. Brasileiros e Brasileiras têm pouca tradição de cumpri-las. Talvez isto seja fruto de nossa herança colonial ibérica. Somos um Estado inventado por outro Estado cartorialista, burocrático e patrimonialista. Atualmente temos mais de 181 mil normas legais em vigor. Difícil para quem tem de seguir a lei. Pior ainda para quem tem de julgar seu devido cumprimento. Bom para quem sobrevive em marabarismos jurídicos. Um cenário que inviabiliza a Democracia, baseada na segurança do Direito e no exercício da razão pública.
 
Eis que nossos legisladores, aproveitando os embalos totalitários propostos pela moda globalitária, formulam um tal de Marco Civil (Regulatorio) da Internet. Trata-se de mais um conjunto de regras completamente dispensável. Sua criação e elaboração, em fase de consulta pública até este domingão, na verdade, esconde a predileção anti-republicana favorável à censura e à restrição das liberdades de pensamento, expressão e, por fim, ação. Já que não podem calar a turma na world wide web, inventam regrinhas para tentar controlar ou impedir a livre atuação dos “cidanautas”.

O proposta Marco Civil (Regulatório) da Internet é um prato cheio de escatologias anti-democráticas que mentes obscuras querem nos fazer engolir. A suposta regulação do “mundo virtual” obedece a uma real estratégia inqusitorial. Na verdade, é mais uma tática burrocrático-jurídica para alimentar a já obesa “indústria do dano moral”. A maldita máquina de processar gente (que extrapola o direito de expressar sua opinião) funciona a pleno vapor no Brasil. Rende muito dinheiro para advogados, supostas celebridades e vaidosos endinheirados. O problema é que enche ainda mais de processos o nosso atolado Poder Judiciário. E abre espaço para os vícios censórios.

A Internet não é um fim nela mesma. Ela é apenas um meio para armazenamento e veiculação de informações. No fundo, a web é uma mídia para a qual convergem outras mídias tradicionais. Por princípio existencial, não pode e nem deve sofrer restrições de quaisquer espécies. Novas regras para “controlar” um meio essencialmente democrático são absolutamente dispensáveis. Todas as nações já têm seus códigos civis. Com base neles se devem julgar abusos que sejam cometidos pelas pessoas (físicas ou jurídicas) que não tenham equilíbrio ou abusem do sagrado direito à liberdade de pensamento, expressão e ação.

O tal Marco Civil da Internet, que tanto encanta a politicagem legisladora tupiniquim, já nasce como um entulho autoritário. Suas regras básicas vão de encontro à Constituição e contra a própria interpretação constitucional que consagra (pelo menos na retórica) a liberdade de pensamento e expressão. Tanto que o Supremo Tribunal Federal confirmou a inutilidade e inaplicabilidade da Lei de Imprensa – que jamais deveria existir em ambientes democráticos.

A fórmula é simples e vale para Internet – que não precisa de marcos regulatórios, já que é uma mera mídia tecnologicamente avançada. Basta que seja sempre aplicada a ética, o equilíbrio e o bom senso. Se alguém ou alguma empresa se sente atingido pelo que é veiculado por um site, deve recorrer, antes de procurar o Judiciário, ao simples, justo e perfeito direito de resposta.

Se tal direito não for concedido e os abusos de opinião persistirem, aí sim é correto procurar a Justiça. Isto é civilização jurídica. O resto é barbarie do dano moral. Processar alguém ou algo sem antes recorrer ao pedido de direito de resposta ou a uma notificação extrajudicial é a mais pura sacanagem inquisitorial. Isto é muito comum no Brazil. Vide à censura ao Estadão. Um crime que perdura em um País que não tem raiz histórica democrática.

Infelizmente, pensam totalitariamente alguns legisladores à serviço do globalitarismo. Mesmo vício inqusitorial de uns poucos magistrados ignorantes em democracia. Por isso, os “cidanautas” precisam combater o despotismo por trás das regrinhas supostamente bem intencionadas. Temos o dever moral e ético de dizer um “não rotundo” à disfarçada tentativa de nos censurar na Internet. Do contrário, vamos aprofundar o estado de trevas para o qual caminha a humanidade, sob os desígnios do globalitarismo imposto pela Oligarquia Financeira Transnacional.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
 
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Maio de 2010.

Postado por Alerta Total de Jorge Serrão às 07:12

Fonte: http://www.alertatotal.net/2010/05/diga-nao-censura-na-internet.html

III Fórum Liberdade de Imprensa e Democracia – SP, 01/06/2010

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http://portalimprensa.uol.com.br/forumliberdadedeimprensa 

Informações

Pelo terceiro ano consecutivo, a IMPRENSA Editorial realiza o Fórum Liberdade de Imprensa & Democracia, um espaço plural e aberto para o debate sobre a importância da liberdade de imprensa como garantia aos regimes democráticos. O objetivo é estimular um diálogo entre profissionais, entidades de representação, professores, estudantes de comunicação e sociedade civil acerca da liberdade de imprensa no Brasil, na América Latina e no mundo.

Data: 1º de junho de 2010
Local: São Paulo-SP

Contato – Assessoria de Imprensa
Gisele Sotto
Telefones: (11) 2117-5300 / 5311
e-mail: giselesotto@portalimprensa.com.br

Twitter
Siga o twitter do III Fórum Liberdade de Imprensa & Democracia.
http://twitter.com/forum_liberdade

Participação gratuita – Vagas limitadas – Mediante inscrição até 30/05  

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Programação

No III Fórum Liberdade de Imprensa & Democracia, a IMPRENSA Editorial propõe um espaço de convergência dos diversos agentes que garantem, estimulam e discutem a liberdade de imprensa no Brasil, na América Latina e no mundo.

Realização: IMPRENSA Editorial
Data: 1º de junho de 2010
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso
Teatro do SESI – São Paulo
Av. Paulista, 1.313
Cerqueira César 

PROGRAMAÇÃO

Credenciamento dos participantes: das 8h30 às 9h30
Duração prevista do fórum: das 9h30 às 18h

• Conferência de Abertura

• Painel I
“Diálogos sobre a liberdade: múltiplas vozes, um propósito”
 
• Painel II
“É proibido anunciar: livre mercado, livre pensamento, jornalismo livre”

• Painel III
“O direito à informação como fundamento da cidadania: avanços e recuos”

• Conferência de Encerramento

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Palestrantes

Ariel Palacios
Correspondente internacional
O Estado de S. Paulo
Carlos D. Mesa Gisbert
Presidente (ex-presidente da Bolívia)
Fundación Comunidad
Claudio Santos
Diretor Geral de Mercado Nacional
RBS Zero Hora
Demi Getschko
Diretor-presidente
NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação)
Edney G. Narchi
Vice-presidente executivo
CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária)
Eleno Mendonça
Diretor de Comunicação e Relações Governamentais
DPZ Propaganda
Fernão Lara Mesquita
Conselheiro e Acionista
O Estado de S. Paulo
Ricardo Viveiros
Jornalista e Assessor da Presidência
FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)
Roberto Muylaert
Presidente
ANER (Associação Nacional dos Editores de Revistas)
Sérgio Dávila
Editor-executivo
Folha de S.Paulo

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Notícias

26/05/2010 - A questão da liberdade de imprensa na Bolívia pela visão de seu ex-presidente, Carlos Mesa 

25/05/2010 - Esta é a última semana para você se inscrever e garantir sua presença na discussão sobre a liberdade de imprensa

21/05/2010 – Atuando como jornalistas e autores, Roberto Muylaert e Ricardo Viveiros vivenciaram a liberdade de imprensa na redação e em plena guerra 

19/05/2010 – Com vivências distintas em relação à liberdade de imprensa, Adísia Sá e Eleno Mendonça contribuem para a discussão do fórum

13/05/2010 - Claudio Santos, Demi Getschko e Edney G. Narchi são os painelistas já confirmados para o Fórum Liberdade de Imprensa

10/05/2010 – Ariel Palacios, Sérgio Dávila e Fernão Lara Mesquita relatam suas experiências em relação à censura

03/05/2010 – Discussão do fórum tem início no Dia da Liberdade de Imprensa 

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Fonte: http://portalimprensa.uol.com.br/forumliberdadedeimprensa

Portal Imprensa – http://www.portalimprensa.com.br

Marco Civil da Internet: Notícias (28 a 29 de maio de 2010)

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Do site do Marco Civil – http://culturadigital.br/marcocivil/noticias :

29/05/2010      

DEMOCRACIA DIRETA DIGITAL - ¡Patria Potestad, Emancipa-Me!       

CIBERCRÍTICA - Um marco civil bottom-up para internet do Brasil?  

28/05/2010     

CAMPUS PARTY BRASIL - Lembrando: consulta do Marco Civil só até domingo!      

DOSSIÊ ALEX PRIMO - Misturei Activia com Marco Civil  

NÃO GOSTO DE PLÁGIO - lembrete 

PALAVRAS QUE EDIFICAM - Algumas considerações importantes sobre o Marco Civil da internet 

Fonte: http://culturadigital.br/marcocivil/noticias/

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Nota de LdE - Atualização 26/06/2010:

Lista modificada posteriormente pelo site do Marco Civil:

29/05/2010  

CLICKRBS – Discussão deve estabelecer direitos e deveres na internet

DEMOCRACIA DIRETA DIGITAL – ¡Patria Potestad, Emancipa-Me!

CIBERCRÍTICA – Um marco civil bottom-up para internet do Brasil?

GRIMMAULD PLACE – Marco Civil regulatório da internet [e moderação de forum] 

IJUHY – Discussão deve estabelecer direitos e deveres na internet 
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28/05/2010  

CAMPUS PARTY BRASIL - Lembrando: consulta do Marco Civil só até domingo!   

INTERNEY - Misturei Activia com Marco Civil

LIBERDADE DE EXPRESSÃO II – Marco Civil da Internet: Notícias (26 a 27 de maio de 2010)

NÃO GOSTO DE PLÁGIO – lembrete

PALAVRAS QUE EDIFICAM - Algumas considerações importantes sobre o Marco Civil da internet

ROBSON CUNHA – Algumas considerações importantes sobre o Marco Civil da internet 

Fonte: http://culturadigital.br/marcocivil/noticias/

Marco Civil da Internet: Notícias (26 a 27 de maio de 2010)

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Do site do Marco Civil – http://culturadigital.br/marcocivil/noticias :  

27/05/2010

A REDE – IIPA: “Marco Civil da internet deveria garantir proteção ao direito autoral”

ABRIL BLOG – Internet no Brasil, regulamentação de uso

ALBERTO MARQUES BLOG – Governo prepara nova “rolha” para a internet

CORREIO REGIONAL BAITI – Internet no Brasil, regulamentação de uso

ESTADÃO – MinC é acusado de ‘esconder’ a lei

PARTIDO DOS TRABALHADORES – Marco civil da internet: Consulta pública termina no domingo (30)

VALE SUL ONLINE – Prorrogado até dia 30 debate Marco Civil da Internet

26/05/2010  

96 FM BAURU – Justiça prorroga debate sobre novas regras na internet

A REDE – Proposta de lei de cibercrimes voltará ao debate.

CBN TOTAL – Internautas têm até a meia noite deste domingo para contribuir com o Marco Civil na Internet

DELEGADO MARIANO – Advogados detalham falhas do Marco Regulatório Civil da Internet Brasileira.

DIÁRIO CATARINENSE – Entidades pedem debate sobre reforma da Lei dos Direitos Autorais

OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

DILMA NA WEB – Muitos passos a frente com a inclusão digital

OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA – O tom da campanha

OBSERVATÓRIO DO DIREITO À COMUNICAÇÃO – Diretriz para e-gov é o tema menos comentado no Marco Civil para a Internet

PAULO TEIXEIRA – Mensagem aos presentes no ato pela abertura da consulta pública do projeto que reforma a atual legislação autoral

TRAMA COMUNICAÇÃO – Marco Civil da Internet recebeu contribuições “ao vivo” em debate gratuito no CONIP 2010

VALE SUL ONLINE – Prorrogado até dia 30 debate sobre Marco Civil da Internet  

Fonte: http://culturadigital.br/marcocivil/noticias/

* * *

Atualização de LdE (26/06/2010): links adicionados posteriormente à lista no site do Marco Civil:

27/05/2010

TELESÍNTESE – Marco Civil da Internet: muitos avanços e uma ameaça. 

26/05/2010

BOLA SOCIOLOGY DESIGN – Internet+Inovação: Marco Civil da Internet

DIREITÓRIO FGV – Entrevista com Ronaldo Lemos na Globonews – Marco Civil na Internet

Fonte: http://culturadigital.br/marcocivil/noticias/

Credo! Tem gente que acha o Marco Civil fraco.

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Do blog Não Sou Um Número:

sábado, 1 de maio de 2010

Credo! Tem gente que acha o Marco Civil fraco.

O Sérgio Amadeu fez uma ótima análise do entulho autoritário que se tornou o Marco Civil da Internet. Mas este é o país de Eduardo Azeredo, então as liberdades individuais sempre têm o risco de serem avacalhadas. Pois, numa reunião, ou seja lá diabos do que eu possa chamá-la, na OAB de São Paulo, aquela clássica turminha de gente que tem urticária a privacidade criticou o dito Marco Civil por prejudicar a possibilidade de investigação policial. O pessoal era aquela gente de Ministério Público, polícias e claro, Renato Ópice Blum.

Postado por Rodrigo Veleda às 09:38:00

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3 comentários:

Dé disse…
Olha aí, meu caro, mais um filhote do Azeredo:
http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=469968 
sexta-feira, 14 de maio de 2010 02h12min00s BRT
 
 Dé disse…
 
Complemetando…O mais “engraçado” que são sempre os que tem ficha suja:
http://www.excelencias.org.br/@casa.php?id=11946&cs=1 
 
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=29847 
sexta-feira, 14 de maio de 2010 02h24min00s BRT
Anônimo disse…
 
Este link explica tudo. É exatamente o que está acontecendo hoje no Brasil.
http://christianengstrom.wordpress.com/2010/04/27/ifpis-child-porn-strategy/ 
segunda-feira, 17 de maio de 2010 20h45min00s BRT

 

Fonte: http://naosouumnumero.blogspot.com/2010/05/credo-tem-gente-que-acha-o-marco-civil.html 

Não Sou Um Número – http://naosouumnumero.blogspot.com

Crítica ao Marco Civil: Pensar antes de propor

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Do blog Libertas quae sera tamen:

Pensar antes de propor

abril 9th, 2010 by Cleuton Sampaio de Melo Jr

Fiquei extremamente preocupado quando li o projeto de Lei do Marco Civil da Internet.

Não sei se as pessoas realmente pensaram antes de propor os artigos do projeto de Lei. Se pensaram, então fico mais preocupado ainda…

Se for transformado em Lei, do jeito que está, o acesso à Internet no Brasil será mais vigiado do que na China…

E, ainda por cima, nós os usuários, ficaremos vulneráveis a ações civis ou penais sem possibilidade de defesa.

Por que? Porque o referido (e absurdo) projeto estabelece que deverão ser mantidos “registros de conexão” e informações de acesso à Internet de todos os usuários. E mais: poderão ser vinculados aos dados cadastrais dos usuários!

Não sei se foi ignorância ou não. Como diria um amigo meu: “é tão ingênuo que chega a ser bonitinho!”.

Vou tentar explicar em poucas palavras, o que não será fácil…

Para começar, qualquer cidadão, que já tenha usado um computador, sabe que arquivos podem ser criados. E, sendo um pouco mais inteligente, deverá saber que podem ser alterados e, por que não, ADULTERADOS.

Não precisa ser formado em Ciência da Computação para deduzir que ativos digitais, como arquivos, são facilmente copiados e fraudados. A própria natureza da informação digital possibilita isto.

Fotografias, filmes e gravações de voz nem sempre podem ser adulteradas com precisão, o que possibilita análises técnicas por peritos. Mas, com arquivos digitais, não existe como diferenciar entre informações falsas ou verdadeiras.

Logo, como o tal “projeto de lei” estabelece que os provedores de internet devem guardar os “registros de conexão” e informações de acesso? Lógico que deverá ser em arquivos digitais. E quem garante que as informações contidas neles são autênticas?

E tem mais! Com técnicas de hacker, como o IP Spoofing, na qual o endereço IP do usuário pode ser copiado e usado para fins ilícitos, tais registros ficam ainda mais ridículos.

O “projeto de lei” estabelece que os usuários terão direito à privacidade. Logo, seu acesso tem sigilo garantido. As informações sobre o acesso, os tais “registros de acesso” poderão ser requisitados por ordem judicial. Ora ora… Para que fim seriam solicitados? Só um me ocorre: como provas judiciais!

Como arquivos digitais, mantidos por terceiros, podem ser utilizados como provas? Documentos podem ser utilizados como provas, impressões digitais também. Registros bancários e contratos devem ter assinatura e identificação, o que os torna mais aceitáveis. Porém, sugerir que arquivos digitais possam ser utilizados é, no mínimo, ingenuidade (para não dizer outra coisa…).

A única maneira lógica destes “registros” serem utilizados é se for possível garantir a autenticidade e integridade deles. Só existe uma maneira de fazer isto: Assinatura Digital.

O usuário, ao acessar à Internet, teria que apresentar um Certificado Digital, emitido por uma organização certificada pela ICP Brasil, por exemplo. E o seu certificado seria utilizado para “assinar” digitalmente os registros de conexão. Assim, teriamos uma garantia de que os registros espelham a verdade.

Mas, se o usuário tiver que apresentar um certificado digital, então estará abrindo mão de sua privacidade, uma das garantias do tal “projeto de Lei”. Uma contradição absurda!

Mais uma vez, não quero acreditar que os mentores do tal “projeto de lei” tenham ignorado este aspecto básico de segurança digital. Será? E se não for? Qual é o objetivo? Só me ocorre um: Acabar com a privacidade no acesso à Internet.

Estou iniciando uma campanha para alertar a todas as pessoas sobre esta iniciativa, alertando para a falta de segurança que representará, ao expor o cidadão a processos, baseados em provas “fabricadas”.

Por que então não assumem o verdadeiro objetivo, que seria forçar o usuário a se identificar em cada acesso? Desta forma, estaríamos sendo tratados como os cidadãos da China ou de Cuba, países que gozam da simpatia de certos setores com influência junto aos poderes da União.

Pense, discuta e divulgue.

Fonte: http://culturadigital.br/liberdade/2010/04/09/pensar-antes-de-propor/ 

Libertas quae sera tamen – http://culturadigital.br/liberdade

Marco Civil da Internet: Notícias (22 a 25 de maio de 2010)

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Do site do Marco Civil – http://culturadigital.br/marcocivil/noticias :  

25/05/2010  

CHICO SANT´ANNA E A INFO COM – Sugestões para o Marco Civil da Internet podem ser enviadas até o dia 30/5

CLÁUDIO SUZUKI – Marco da internet ganha mais prazo

ESFERA – Resultado do 1o Mutirão do Marco Cívil

PALAVRAS E COISAS – Conferência, Reunião e Banca

RELEASE JURÍDICO – Marco Civil da Internet

THIAGO ÁVILA – ALAGOAS DIGITAL – Painel Marco Civil da Internet

VERMELHO – Internet: Marco civil deve ter caráter democrático  

24/05/2010  

ADNEWS – Debate sobre Marco Civil da web é prorrogado

BAGUETE – Marco Civil: debate é prorrogado

CLIK E VEJA – Justiça amplia prazo de contribuição do marco legal da internet

ESTADÃO – Marco Civil criará um ambiente de inovação, diz Google

FELIPE PAPEL – Prazo para discussões sobre o Marco Civil da Internet é prorrogado

IJUHY – Justiça prorroga até 30 de maio debate sobre Marco Civil da Internet

JORNAL BRASIL – Cidadãos podem opinar “ao vivo” sobre Marco Civil da Internet

JUS BRASIL – Debate sobre Marco Civil da Internet em SP

OAB-PR – Jornal da Ordem

PANTANAL NEWS – MJ prorroga prazo para sociedade opinar sobre Marco Civil da Internet

PAULO TEIXEIRA – CONIP discute marco civil da internet amanhã (25)

TI INSIDE – Idec encaminha sugestões à consulta pública sobre Marco Civil da Internet

23/05/2010  

ALERTA TOTAL – O Marco Civil da Internet e a legislação brasileira

CARCARÁ NEWS – Diga não à Censura na Internet

INFO PLANTÃO – Justiça prorroga debate sobre Marco Civil

FOLHA.COM – Analista de sistemas faz 20% dos comentários do projeto do Marco Civil

FONTE GOSPEL – Consultoria pública vai ajudar a criar a lei da internet

GUANABARA – Marco Civil da Internet até 30 de maio

VIDE VERSUS – Justiça prorroga até 30 de maio debate sobre Marco Civil da internet

22/05/2010  

AGÊNCIA BRASIL – Justiça prorroga até 30 de maio debate sobre Marco Civil da Internet

DIÁRIO DE PERNAMBUCO – Justiça prorrogou consulta pública sobre o Marco Civil da Internet

FOLHA – Justiça prorroga até 30 de maio debate sobre Marco Civil da internet

IP NEWS - Marco civil da internet será debatido dia 27

MARCELO THOMPSON – The Insensitive Internet – Brazil and the Judicialization of Pain

PORTAL EXAME – Marco civil da internet é prorrogado para o dia 30  

Fonte: http://culturadigital.br/marcocivil/noticias/ 

 * * *

Atualização de LdE (26/06/2010): links adicionados posteriormente à lista no site do Marco Civil:

25/05/2010  

A REDE – Diretriz para a atuação governamental na internet é o tema menos comentado no Marco Civil

CAMPO GRANDE NEWS – Consulta sobre regras para internet vai até domingo

ENDIVIDADO – Marco Civil da Internet: interesses do consumidor devem ser assegurados

FABER LUDENS – Marco Civil da Internet: interação para democracia participativa

LIBERDADE DE EXPRESSÃO – Consulta sobre regras para internet vai até domingo

PAULO TEIXEIRA – Debatendo o Marco Civil da Internet

SOFTWARE LIVRE BRASIL – Prorrogado prazo para opinião no Marco Civil da Internet

TI INSIDE – Marco Civil da Internet tramitará junto com lei de cibercrimes

 24/05/2010 

WALDYR BLOG – Câmara dos Deputados aprecia proposta que regulamenta internet  

23/05/2010  

ADERBAL MACHADO – Marco Civil da Internet no Brasil

BLOG DO ALUIZIO AMORIM – Extra! PT da Dilma continua avançando com projeto que aplica mordaça à internet

DCE UFGD – Diga não à Censura na Internet

SIMONE ANDREA – Diga NÃO ao Marco Civil da Internet  

22/05/2010  

BLOG SUSTENTÁVEL – Marco Civil da Internet: consulta prorrogada

RAUL JUNGMANN – Internet vai ganhar legislação

R7 – Governo prorroga até dia 30 debate sobre marco regulatório da internet 

Fonte: http://culturadigital.br/marcocivil/noticias/ 

Opinião: Diga NÃO ao Marco Civil da Internet

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Crítica ao projeto do Marco Civil:

Do blog de Simone Andrea – http://simoneandrea.blogspot.com

Quarta-feira, Abril 21, 2010

Diga NÃO ao Marco Civil da Internet

Ao ler o Clipping da AASP, soube que o Governo Federal elaborou um Projeto de Lei, o chamado Marco Civil, com o fim de regular a Internet. Os termos da coisa assustam.
A idéia inicial era criar uma alternativa ao “AI-5 Digital” do Senador Eduardo Azeredo (vide posts anteriores), focada mais no Direito Civil do que no Penal. Até aí, muito bem.
Porém…
O Projeto, aberto à discussão por apenas 45 dias, no sítio virtual http://culturadigital.br/marcocivil, careceu de divulgação prévia e debates na sociedade. Em primeiro lugar, 45 dias, ou seja, UM MÊS E MEIO, não SIGNIFICAM NADA, não têm a menor aptidão para induzir reflexão sobre uma proposta, tampouco discussão articulada! Os mentores do Marco Civil certamente sabiam o que queriam: pouca discussão, pouca divulgação, para que a proposta passasse com facilidade.
Mas, qual é o problema?
Os problemas.
Primeiro: os provedores ficam obrigados a armazenar, durante 6, seis meses, TODOS os dados de uma conexão, data/hora de início, fim, e tudo o que eu, você, sua tia, sua mãe, seu inimigo ou o outro pesquisarem nos ma-ra-vi-lho-sos, de-li-ci-o-sos mecanismos de Busca ficarão AR-MA-ZE-NA-DOS no provedor, Big Brother, o orwelliano Grande Irmão, que TUDO SABERÁ SOBRE VOCÊ!!!
O Marco Civil tem uma cláusula, uma clausulinha, uma normazinhazinha, que diz assim, ó: os dados não podem ser utilizados pelo provedor, sigilo total.
Hum. Não finjo que acredito, porque NÃO ACREDITO.
Não é de hoje que aqui venho denunciando: os poderes, públicos e privados, mais do que cercear sua liberdade de expressão, querem cercear sua liberdade de pensamento, controlar seus pensamentos, e, pior! QUEREM A-CES-SAR seus pensamentos, acessar, entrar neles, conhecê-los inteiramente!!! Adeus recato, adeus recanto! Você não poderá mais pensar, buscar, querer, sentir, delirar, pirar um pouco ou pirar muito, que terá um “policial” virtual, sem formação nenhuma, vigiando os seus passos, seus sonhos, seus íntimos desejos, suas curiosidades, sua libido, seus fantasmas, na rede! Tudo por quê?
Tudo por causa do discurso da segurança, da proteção à infância, à honra, enfim, à tradição, à família, à propriedade. Na verdade, tudo por causa do medo do novo, na verdade, do medo da liberdade! É!!!
A Internet, território LIVRE, permite que TODOS digam o que pensam, critiquem o governo, as autoridades, a imprensa (quarto poder), as empresas, as igrejas, os artistas, SEM TER QUE PEDIR LICENÇA A ELES! É! Antes da Internet, ou escrevíamos uma carta para os jornais e revistas, que podiam (como podem) não publicar o que tínhamos a dizer, ou panfletávamos.
Carta: poucas linhas numa coluna de leitores. Muitas vezes, o que temos a dizer não cabe numa carta.
Noutras vezes, o que temos a dizer não está na ordem do dia das notícias do momento, de modo que ninguém tem interesse em publicar.
Panfletagem: tem um custo, que não é pequeno, e sofre a ação fiscalizatória municipal, com regras sobre os locais, dias, horas, em que essa atividade é, ou não, possível, sob pena de multa.
Editar jornais: até pouco tempo atrás, privilégio de jornalistas diplomados, desde um decreto do regime militar. Graças ao Supremo Tribunal Federal, caiu a exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão.
Internet: quem souber navegar, poderá se expressar.
De volta ao Marco Regulatório, nele encontro outra violação de direito fundamental.
O Marco Regulatório institui o sistema chamado take down and notice, quer dizer: se alguém se sentir incomodado, ofendido, melindrado por conteúdo hospedado num sítio virtual (site), deverá notificar o administrador do site, e este deverá, por sua vez, notificar o usuário responsável pela colocação do conteúdo. Se este não retirar do ar o conteúdo supostamente “ofensivo”, o administrador do site que hospeda a página, blog, etc., poderá, por decisão unilateral sua, RETIRAR DO AR O CONTEÚDO CONTROVERSO!
Advogados já alertaram para a inconstitucionalidade dessa norma, que confere poderes jurisdicionais a quem não os tem! Como é que um administrador de site, provedor, pode julgar ofensivo um conteúdo? NÃO PODE!!! SÓ O PODER JUDICIÁRIO É QUE PODE, se devidamente provocado através do exercício do DIREITO DE AÇÃO por parte do interessado!
Exemplifique, SA.
Pois não.
Suponhamos que eu critique alguém neste blogue, zombe de seu vestido, diga que ela ficou parecendo… sei lá, Jabba, The Hutt, Madame Min, Cruella de Vil. A madame fica nervosa, notifica o Blogger, este me notifica, e eu dou de ombros, afinal, estou segura de que exerci, regularmente, meu direito de liberdade de expressão. O Blogger, unilateralmente, resolve tirar o meu blogue do ar, só por conta dos faniquitos de madame.
A liberdade de expressão é direito fundamental, a regra, e não a exceção! Somente ao Poder Judiciário é dado dizer se, num caso concreto, houve abuso, ou não do direito (crime contra a honra, dano moral).
O Direito não foi feito para proteger as suscetibilidades, o excesso de sensibilidade de ninguém. Se assim não fosse, Casseta & Planeta tinham que sair do ar. E, pior: os rapazes teriam que responder por crimes contra a honra, formação de quadrilha… Estão vendo?
E por falar neles, ai que saudades da TV Pirata!!! Alguém se lembra? Quem se lembrar, poste um comentário sobre os piratas!
Imaginem o que não farão os poderosos, do governo ou não, com esse Marco Regulatório a aquecer-lhes as costas: suprimirão a liberdade de expressão, o direito de crítica, que inclui, sim, o direito de crítica contundente!
O que me chamou a atenção: na página do Marco Regulatório, encontram-se os ícones do Governo Federal (Brasil, um país de todos), do Ministério da Justiça, e… da FGV-Rio e do Centro para Tecnologia e Sociedade da FGV-Rio, que, pelo jeito, participou decisivamente da elaboração do Marco Regulatório. Só por isso, vejo com desconfiança esse Marco. Afinal, é evidente que o Governo tem setores voltados à Tecnologia, aliás, não sobreviveria na era digital se não tivesse informáticos de alto nível. Por que contratar a FGV-Rio?
Por essas e outras, DIGA NÃO AO MARCO REGULATÓRIO.
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Postado por simone andrea às 6:58 AM
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Fonte: http://simoneandrea.blogspot.com/2010/04/diga-nao-ao-marco-civil-da-internet.html 
Simone Andrea – http://simoneandrea.blogspot.com
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